Manejo

Solo supressivo: quando o próprio solo segura a doença

Há um fenômeno bem documentado que soa improvável: dois talhões vizinhos, o mesmo patógeno presente nos dois, e a doença só se estabelece num deles. O outro é o que se chama de solo supressivo.

O que significa

Solo supressivo é aquele em que o patógeno está presente, encontra hospedeiro suscetível, e ainda assim a doença não avança ou avança pouco. O oposto é o solo conducivo, em que a mesma presença vira epidemia.

A diferença não está na química. Está na comunidade biológica do solo.

Os mecanismos

  1. Competição. Uma comunidade microbiana densa e diversa consome rápido o carbono e os nutrientes disponíveis. O patógeno que chega encontra pouco recurso livre.
  2. Antagonismo. Vários microrganismos produzem compostos que inibem outros, ou parasitam diretamente estruturas do patógeno.
  3. Indução de resistência. A presença de certos microrganismos na rizosfera ativa mecanismos de defesa da própria planta, que passa a reagir mais rápido ao ataque.
Solo supressivo não é solo sem patógeno. É solo em que o patógeno não consegue vencer a concorrência.

O que aproxima a área dessa condição

O que afasta

Uma expectativa honesta

Supressividade não se instala numa safra nem se compra em frasco. É resultado de anos de manejo consistente, e o efeito é de redução de pressão, não de imunidade. Área com solo biologicamente ativo ainda pode ter doença; ela costuma ter menos, e responder melhor às demais medidas.

Vale ler microrganismos do solo, o que significa solo vivo e nematoides.

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