Calculadora de irrigação · fórmula da ANA

Lâmina de irrigação, volume e vazão pela conta oficial da ANA

Quanta água a sua lavoura precisa no mês, quantos m³ isso dá e qual a vazão que o conjunto precisa entregar. A sequência é a do Anexo II da Resolução ANA nº 236/2024, a mesma que o sistema de outorga usa, com o piso de 300 m³/ha/mês e o limite de uso insignificante já aplicados.

Calcule a lâmina do seu mês crítico

Por que a conta é mensal, e não por dia

O boletim e a estação entregam ETo em milímetros por dia. A outorga trabalha em milímetros por mês, do começo ao fim da conta. Quem digita o número do dia no campo do mês pede água para um trinta avos do que gasta, e descobre isso na fiscalização.

O mês crítico é o que dimensiona

A ANA pede os doze volumes mensais e tira a vazão do maior deles. Bomba e tubulação se dimensionam pelo pior mês, não pela média do ano.

Eficiência aqui é do sistema inteiro

O Ei da norma é a razão entre o que a cultura precisa e o que você capta. Entra perda de captação, de condução e de aplicação, não só a do emissor.

Chuva média não é chuva aproveitável

A conta usa a chuva provável com 80% de garantia e depois só a parcela que a cultura aproveita. Em junho, julho e agosto no Cerrado isso dá zero.

Abaixo de 86,4 m³/dia pode não precisar de outorga

Em águas da União esse é o limite de uso insignificante. A calculadora avisa quando o seu caso fica abaixo dele.

Eficiência de irrigação por método

Valores mínimos que a ANA adota. Pedido com eficiência menor que a da tabela precisa de justificativa.

MétodoEficiência mínima
Gotejamento e gotejamento subterrâneo95%
Pivô central com LEPA95%
Microaspersão90%
Aspersão por deslocamento linear90%
Pivô central85%
Aspersão em malha e tubos perfurados85%
Aspersão convencional e autopropelido80%
Sulcos fechados e sulcos em bacias75%
Sulcos abertos65%
Inundação e sub-irrigação60%

Fonte: Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos de Outorga da ANA, Tabelas 10 e 19, com origem na Nota Técnica nº 364/2007/GEOUT/SOF-ANA. São referência técnica da ANA.

A água é metade da conta. A outra metade está no laudo

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Interpretar meu laudo

Perguntas frequentes

Qual é a fórmula de lâmina de irrigação que a ANA usa?

O Anexo II da Resolução ANA nº 236/2024 define a sequência ETc = ETo × Kc × Kaj, depois NIL = ETc − Ppe, depois NIB = 100 × NIL / Ei, depois Vmn = 10 × NIB × A, e por fim Qmax = maior volume mensal dividido pelo regime de operação. Todos os termos são mensais, em milímetros por mês.

O que é o piso de 300 m³ por hectare por mês?

O mesmo Anexo II determina que, se o volume mensal por hectare calculado ficar abaixo de 300 m³/ha/mês, o sistema usa esse mínimo multiplicado pela área irrigada. Na prática ele sustenta o volume de lavoura pequena ou de mês de baixa demanda.

Preciso de outorga para irrigar?

Em águas da União, captações de até 86,4 m³ por dia são consideradas uso insignificante e independem de outorga, conforme o artigo 86 da Resolução ANA nº 236/2024. Acima disso é preciso pedir. Em rios de domínio estadual quem define é o órgão do estado, e o limite pode ser outro.

Onde encontro a ETo do meu município?

A ETo é a evapotranspiração de referência por Penman-Monteith. Ela vem de estação meteorológica, de boletim agrometeorológico regional ou do cálculo pelas Normais Climatológicas do INMET. Atenção: a planilha Evapotranspiração Potencial publicada pelo INMET não é ETo e subestima o valor em até 30% na estação seca.

O número desta calculadora vale como pedido de outorga?

Não. A fórmula aqui é a oficial, mas a ANA usa parâmetros próprios de ETo, Kc, Kaj, Ppe e regime de operação, definidos por município dentro do sistema dela. Esta página serve para dimensionar e conferir a ordem de grandeza antes do pedido, não para substituí-lo.