Manual do agrônomo

Pragas, doenças e plantas daninhas

Fichas dos problemas mais comuns das lavouras brasileiras: nome popular e científico, culturas atacadas, sintomas, manejo e origem. Busque pelo nome ou filtre pela cultura.

  • 49 pragas
  • 49 doenças
  • 48 plantas daninhas

Catálogo

146 fichas

Ácaro-rajado Tetranychus urticae, forma vermelha, com fios de teia em folha de feijãoPraga

Ácaro-rajado

Tetranychus urticaeAlgodão, soja, mamão, maçã, ornamentais, hortaliças em geral
Grupo
Ácaro, família Tetranychidae
Culturas
Algodão, soja, mamão, maçã, ornamentais, hortaliças em geral

Descrição e sintomas

Ataca a face inferior das folhas, causando bronzeamento, queda prematura de folhas e teias finas em infestações severas.

Manejo

Controle biológico com ácaros predadores (Phytoseiulus macropilis e Neoseiulus californicus), evitar excesso de nitrogênio, acaricidas seletivos com rotação de grupos químicos.

Origem e ocorrência

Espécie polífaga cosmopolita, ataca centenas de espécies vegetais em todo o mundo.

Foto: Gilles San Martin, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Besouro-do-colorado Leptinotarsa decemlineata adulto sobre haste de batateiraPragaQuarentenária A1

Besouro-do-colorado

Leptinotarsa decemlineataBatata, tomate
Grupo
Inseto, família Chrysomelidae
Culturas
Batata, tomate
Outros nomes
Besouro-da-batata
No Brasil
Praga quarentenária ausente (lista A1, Portaria SDA/MAPA 1.679/2026): não ocorre no Brasil e é alvo de vigilância.

Descrição e sintomas

Larvas e adultos consomem folhas de batata e outras solanáceas, podendo causar desfolha completa em altas infestações.

Manejo

Como é praga ausente no Brasil, a prioridade é impedir a entrada (inspeção de batata-semente, tubérculos e cargas importadas); onde ocorre, usa-se rotação de culturas, controle biológico e manejo da resistência a inseticidas, que evolui rapidamente.

Origem e ocorrência

Nativo da América do Norte (México e Grandes Planícies dos Estados Unidos), passou a atacar a batata em 1859, a leste das Montanhas Rochosas, e tornou-se uma das pragas invasoras mais notórias na Europa; é praga quarentenária ausente (PQA) no Brasil.

Foto: Scott Bauer, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Casal de besouros-japoneses Popillia japonica sobre folhaPragaQuarentenária A1

Besouro-japonês

Popillia japonicaUva, milho, soja, frutíferas em geral, ornamentais
Grupo
Inseto, família Scarabaeidae
Culturas
Uva, milho, soja, frutíferas em geral, ornamentais
No Brasil
Praga quarentenária ausente (lista A1, Portaria SDA/MAPA 1.679/2026): não ocorre no Brasil e é alvo de vigilância.

Descrição e sintomas

Adultos desfolham intensamente mais de 300 espécies de plantas; larvas (corós) danificam raízes de gramados e culturas.

Manejo

No Brasil, a prioridade é impedir a entrada, com inspeção de plantas, solo e cargas importadas; onde está estabelecido, usam-se armadilhas com feromônio para monitoramento e nematoides entomopatogênicos (Heterorhabditis bacteriophora) contra as larvas.

Origem e ocorrência

Originário do Japão e do extremo leste da Rússia, tornou-se praga invasora grave na América do Norte (1916); na Europa, está nos Açores desde a década de 1970 e chegou à Itália (2014) e à Suíça (2017). É praga quarentenária ausente (PQA) no Brasil.

Foto: Judy Gallagher, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Bicudo-do-algodoeiro Anthonomus grandis adulto sobre maçã do algodoeiroPraga

Bicudo-do-algodoeiro

Anthonomus grandisAlgodão
Grupo
Inseto, família Curculionidae
Culturas
Algodão
Outros nomes
Bicudo

Descrição e sintomas

Adulto perfura botões florais e maçãs do algodoeiro para alimentação e oviposição, causando queda de estruturas reprodutivas.

Manejo

Destruição de restos culturais (soqueiras), armadilhas com feromônio nas bordaduras, vazio sanitário e controle químico ao atingir o nível de controle.

Origem e ocorrência

Originário do México e da América Central, disseminou-se pelas Américas; foi detectado no Brasil em 1983 (SP e PB) e logo alcançou todas as regiões produtoras de algodão.

Foto: USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta da broca-da-cana Diatraea saccharalis sobre folha de canaPraga

Broca-da-cana

Diatraea saccharalisCana-de-açúcar, milho, sorgo, arroz
Grupo
Inseto, família Crambidae
Culturas
Cana-de-açúcar, milho, sorgo, arroz
Outros nomes
Broca-do-colmo

Descrição e sintomas

As lagartas perfuram o colmo da cana-de-açúcar, abrindo galerias que favorecem a entrada de fungos causadores de podridão vermelha.

Manejo

Controle biológico com os parasitoides Cotesia flavipes (lagartas) e Trichogramma galloi (ovos), variedades resistentes e monitoramento periódico da infestação para orientar as liberações.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, é a principal lagarta-praga da cana-de-açúcar no Brasil.

Foto: William White, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Besouros adultos da broca-do-café Hypothenemus hampei em closePraga

Broca-do-café

Hypothenemus hampeiCafé
Grupo
Inseto, família Curculionidae
Culturas
Café
Outros nomes
Broca-do-fruto-do-café
Sinônimo
Stephanoderes hampei

Descrição e sintomas

A praga mais importante do cafeeiro no mundo; a fêmea perfura o fruto e põe os ovos no grão, onde as larvas se alimentam, reduzindo peso e qualidade.

Manejo

Colheita bem-feita e repasse (retirada dos frutos remanescentes na planta e no chão), armadilhas com mistura de etanol e metanol, controle biológico com Beauveria bassiana e parasitoides.

Origem e ocorrência

Originária da África, foi provavelmente introduzida em São Paulo em 1913, com sementes importadas, e causou os primeiros prejuízos na safra de 1924; hoje está em praticamente todas as regiões produtoras de café do mundo.

Foto: L. Shyamal, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Praga

Broca-dos-frutos-do-cacaueiro

Conotrachelus humeropictusCacau
Grupo
Inseto, família Curculionidae
Culturas
Cacau
Outros nomes
Broca-do-cupuaçu e Broca-dos-frutos

Descrição e sintomas

Larvas abrem galerias na polpa dos frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro, danificando polpa e sementes; há registros de perdas em torno de 40% em cacau e de 30% (Rondônia) a 57,7% (Amazonas) em cupuaçu.

Manejo

Coleta e destruição de frutos infestados, manejo da sombra do cacaueiro, monitoramento periódico da plantação.

Origem e ocorrência

Nativa da região amazônica, praga importante de cacau e cupuaçu no norte do Brasil, sobretudo em Rondônia e no Amazonas.

Mariposa adulta de Neoleucinodes elegantalis pousada em paredePraga

Broca-pequena-do-fruto

Neoleucinodes elegantalisTomate, pimentão, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Crambidae
Culturas
Tomate, pimentão, hortaliças em geral
Outros nomes
Broca-pequena-do-tomateiro e Broca-do-tomate

Descrição e sintomas

As larvas penetram nos frutos verdes do tomateiro, causando orifícios de entrada quase imperceptíveis e apodrecimento interno.

Manejo

Ensacamento de frutos, armadilhas com feromônio, recolhimento e destruição de frutos infestados, manejo integrado.

Origem e ocorrência

Nativa das regiões tropicais e subtropicais das Américas, importante praga da olericultura na América Latina.

Foto: Zezinho68, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Adulto da cigarra Quesada gigas em vista lateral sobre fundo claroPraga

Cigarra-do-cafeeiro

Quesada gigasCafé
Grupo
Inseto, família Cicadidae
Culturas
Café

Descrição e sintomas

Ninfas subterrâneas sugam seiva das raízes do cafeeiro, debilitando a planta, com amarelecimento e queda de folhas, seca de ramos e queda de produção; ataques intensos podem matar o cafeeiro.

Manejo

Monitoramento de populações no solo (orifícios de saída das ninfas e exúvias nos troncos), inseticidas sistêmicos registrados aplicados via solo sob a copa em áreas com alta infestação, e adubação equilibrada para aumentar a tolerância das plantas.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, com ocorrência do sul dos Estados Unidos à Argentina; no Brasil é praga importante do cafeeiro em algumas regiões, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo.

Foto: Alexandre S. Michelotto, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Cigarrinha Mahanarva rubripennis, de asas vermelhas e corpo preto, sobre folhaPraga

Cigarrinha-das-pastagens

Mahanarva spp.Pastagens, cana-de-açúcar
Grupo
Inseto, família Cercopidae
Culturas
Pastagens, cana-de-açúcar
Outros nomes
Cigarrinha-das-raízes

Descrição e sintomas

Cigarrinhas de grande porte, típicas de cana-de-açúcar e capim-elefante, que passaram a atacar pastagens. Ninfas e adultos sugam a seiva e injetam toxinas que causam a 'queima' das folhas, com danos mais severos que os das cigarrinhas típicas (Deois e Notozulia).

Manejo

Diversificação das pastagens e manejo do pastejo, controle biológico com o fungo Metarhizium anisopliae. Atenção: a Urochloa brizantha cv. Marandu resiste a Deois e Notozulia, mas é suscetível a Mahanarva.

Origem e ocorrência

Gênero neotropical, nativo das Américas Central e do Sul; praga-chave da cana-de-açúcar e cada vez mais frequente em pastagens do Centro-Norte do Brasil.

Foto: Carlos Alexandre Mattos Raposo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Colônia da cochonilha Phenacoccus solenopsis cobrindo ramo verdePraga

Cochonilha-do-algodoeiro

Phenacoccus solenopsisAlgodão, hortaliças em geral, ornamentais
Grupo
Inseto, família Pseudococcidae
Culturas
Algodão, hortaliças em geral, ornamentais
Outros nomes
Cochonilha-farinhenta-do-algodoeiro

Descrição e sintomas

Forma colônias densas em folhas, ramos e frutos do algodoeiro, causando deformações; excreta melado, sobre o qual se desenvolve a fumagina.

Manejo

Controle biológico com parasitoides específicos, monitoramento de focos iniciais, eliminação de plantas voluntárias.

Origem e ocorrência

Originária da América do Norte, espalhou-se como praga invasora para a Ásia, a África e o Mediterrâneo; no Brasil tem distribuição restrita, com registros no Nordeste (BA, CE, PB, PE e PI), no Acre e no Espírito Santo.

Foto: Zeynel Cebeci, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Colônias brancas da cochonilha-do-carmim Dactylopius opuntiae em raquete de palmaPraga

Cochonilha-do-carmim

Dactylopius opuntiaePalma forrageira
Grupo
Inseto, família Dactylopiidae
Culturas
Palma forrageira

Descrição e sintomas

Suga a seiva de cactáceas como a palma forrageira, formando colônias brancas algodonosas que debilitam e podem matar a planta.

Manejo

Plantio de variedades resistentes (principal medida), como IPA-Sertânia, Miúda (Doce) e Orelha-de-elefante-mexicana, eliminação de raquetes infestadas, não levar palma de áreas atacadas e controle biológico com joaninhas predadoras.

Origem e ocorrência

Nativa do México, foi introduzida em Pernambuco no fim da década de 1990, aparentemente para produção de corante carmim, e já em 2009 atacava palmais de AL, PE, PB, RN e CE.

Foto: Livia Rasp (Flocci Nivis), CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Colônias brancas da cochonilha Planococcus citri em folha de clíviaPraga

Cochonilha-farinhenta

Planococcus citriCitros, café, uva, ornamentais
Grupo
Inseto, família Pseudococcidae
Culturas
Citros, café, uva, ornamentais
Outros nomes
Cochonilha-branca e Cochonilha-da-roseta

Descrição e sintomas

Forma colônias cerosas brancas em ramos, folhas e frutos de citros e ornamentais e nas rosetas do cafeeiro, debilitando a planta e favorecendo fumagina.

Manejo

Controle biológico com joaninhas (Cryptolaemus montrouzieri) e parasitoides (Leptomastix dactylopii), podas de limpeza, controle de formigas associadas.

Origem e ocorrência

Espécie cosmopolita, distribuída em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo.

Foto: Sinikka Halme, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Gorgulho-do-milho Sitophilus zeamais adulto sobre grão de milhoPraga

Gorgulho-do-milho

Sitophilus zeamaisGrãos armazenados, milho, arroz, trigo, sorgo
Grupo
Inseto, família Curculionidae
Culturas
Grãos armazenados, milho, arroz, trigo, sorgo
Outros nomes
Caruncho-do-milho e Gorgulho

Descrição e sintomas

Praga de grãos armazenados; larvas e pupas se desenvolvem dentro dos grãos de milho e os adultos também se alimentam deles, causando perda de peso e qualidade.

Manejo

Limpeza e desinsetização dos armazéns, expurgo (fumigação) com fosfina em ambiente bem vedado, armazenamento com baixa umidade e temperatura controlada.

Origem e ocorrência

Origem incerta, possivelmente asiática; hoje é cosmopolita nas regiões quentes produtoras de cereais.

Foto: USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta de Spodoptera exigua com asas abertasPragaQuarentenária A1

Lagarta-da-beterraba

Spodoptera exiguaAlgodão, tomate, cebola, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Algodão, tomate, cebola, hortaliças em geral
Sinônimo
Laphygma exigua
No Brasil
Praga quarentenária ausente (lista A1, Portaria SDA/MAPA 1.679/2026): não ocorre no Brasil e é alvo de vigilância.

Descrição e sintomas

Ataca folhas e brotações de hortaliças e algodão, podendo formar grandes populações que migram em massa entre lavouras.

Manejo

Por ser praga quarentenária ausente, no Brasil o foco é a prevenção e a notificação de suspeitas ao serviço oficial. Onde ocorre, usa-se monitoramento com armadilhas de feromônio, nucleopoliedrovírus específico (SeMNPV) e rotação de modos de ação de inseticidas.

Origem e ocorrência

Provavelmente originária do Sudeste Asiático, hoje presente em regiões quentes da Ásia, África, Europa, América do Norte e Oceania. Não está estabelecida no Brasil e consta da lista de pragas quarentenárias ausentes (Portaria SDA/MAPA nº 1.205/2024).

Foto: Komal et al. (2021), CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta de Helicoverpa zea pousada sobre tecido claroPraga

Lagarta-da-espiga

Helicoverpa zeaMilho, tomate, sorgo, algodão
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Milho, tomate, sorgo, algodão
Outros nomes
Lagarta-da-espiga-do-milho e Broca-grande-do-fruto

Descrição e sintomas

Ataca espigas de milho recém-formadas e também frutos de tomate, causando danos diretos aos grãos e abrindo portas para fungos.

Manejo

Monitoramento de ovos nos estilos-estigmas (cabelo) a partir do embonecamento, uso de cultivares Bt com área de refúgio, controle biológico com parasitoides de ovos (Trichogramma spp.).

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, é uma das pragas mais importantes do milho na América do Norte e do Sul.

Foto: Andy Reago & Chrissy McClarren, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta da lagarta-da-soja Anticarsia gemmatalis sobre folhaPraga

Lagarta-da-soja

Anticarsia gemmatalisSoja
Grupo
Inseto, família Erebidae
Culturas
Soja

Descrição e sintomas

Desfolhadora da soja; em altas populações pode causar desfolha total da planta, comprometendo a fotossíntese e produtividade.

Manejo

Monitoramento com pano-de-batida, baculovírus (AgMNPV) como controle biológico, cultivares de soja Bt e controle ao atingir 30% de desfolha no período vegetativo ou 15% no reprodutivo.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, importante praga em todas as regiões produtoras de soja do Brasil.

Foto: Judy Gallagher, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda sobre folha de gramíneaPraga

Lagarta-do-cartucho

Spodoptera frugiperdaMilho, sorgo, algodão, soja
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Milho, sorgo, algodão, soja

Descrição e sintomas

Principal praga do milho nas Américas. As larvas perfuram o cartucho foliar, causando o típico 'cartucho furado' e raspagem das folhas.

Manejo

Uso de cultivares Bt com área de refúgio, controle biológico com baculovírus e parasitoides (Telenomus remus), monitoramento e rotação de inseticidas com diferentes mecanismos de ação.

Origem e ocorrência

Originária das Américas, tornou-se praga global após invadir a África (2016) e a Ásia (2018).

Foto: Frank Peairs, Colorado State University, Bugwood.org, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta de Mythimna sequax pousada sobre tecido claroPraga

Lagarta-do-trigo

Mythimna sequaxTrigo, aveia, cevada
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Trigo, aveia, cevada
Sinônimo
Pseudaletia sequax

Descrição e sintomas

Desfolhadora de gramíneas de inverno como trigo, aveia e cevada, podendo causar desfolha severa em surtos populacionais.

Manejo

Monitoramento em lavouras de inverno, controle biológico natural, inseticidas seletivos quando necessário.

Origem e ocorrência

Espécie nativa da América do Sul, frequente em regiões de cultivo de cereais de inverno.

Foto: Lena Struwe, CC BY-SA 4.0, via iNaturalist.

Plântulas atacadas e lagartas de Elasmopalpus lignosellus retiradas do soloPraga

Lagarta-elasmo

Elasmopalpus lignosellusMilho, soja, feijão, arroz, amendoim, cana-de-açúcar
Grupo
Inseto, família Pyralidae
Culturas
Milho, soja, feijão, arroz, amendoim, cana-de-açúcar
Outros nomes
Broca-do-colo

Descrição e sintomas

Broqueia o colo (base do caule) de plântulas de milho, sorgo, soja, feijão, arroz e outras culturas, causando murcha, o sintoma de coração morto nas gramíneas e a morte da planta jovem.

Manejo

Tratamento de sementes com inseticidas registrados, plantio direto com boa cobertura de palha (sem queima da palhada) e irrigação, pois solo úmido dificulta o desenvolvimento das larvas; o ataque aumenta em veranicos logo após a emergência.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, mais prevalente em regiões com solos arenosos e período seco prolongado.

Foto: David Adams, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Mariposa da lagarta-falsa-medideira Chrysodeixis includens com manchas prateadas na asaPraga

Lagarta-falsa-medideira

Chrysodeixis includensSoja, algodão, feijão, girassol, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Soja, algodão, feijão, girassol, hortaliças em geral
Outros nomes
Falsa-medideira
Sinônimo
Pseudoplusia includens

Descrição e sintomas

Desfolhadora da soja que se movimenta em forma de 'arco' característico; ataca preferencialmente folhas mais velhas.

Manejo

Monitoramento com pano-de-batida, controle biológico com baculovírus e fungos entomopatogênicos (Metarhizium rileyi), manejo de resistência a inseticidas.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, era praga secundária da soja até o início dos anos 2000 e passou a praga primária, em parte pelo uso intensivo de fungicidas, que reduziu os fungos que a controlavam naturalmente.

Foto: Andy Reago & Chrissy McClarren, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Mariposa adulta de Helicoverpa armigera, cor de palha, pousada em pedra, vista de ladoPraga

Lagarta-helicoverpa

Helicoverpa armigeraSoja, algodão, milho, feijão, tomate, sorgo
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Soja, algodão, milho, feijão, tomate, sorgo
Outros nomes
Helicoverpa

Descrição e sintomas

Praga polífaga que ataca estruturas reprodutivas (vagens, capulhos, espigas) de soja, algodão e milho, causando perdas diretas na produção.

Manejo

Monitoramento intensivo, cultivares Bt com área de refúgio, bioinseticidas (Bacillus thuringiensis, baculovírus) e inseticidas registrados em rotação de modos de ação, com manejo regional coordenado devido à alta dispersão.

Origem e ocorrência

Originária do Velho Mundo (Europa, Ásia, África e Oceania), teve presença oficialmente confirmada no Brasil em 2013, mas já estava no país desde pelo menos 2008; foi então excluída da lista de pragas quarentenárias (IN MAPA 59/2013).

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: Bernard DUPONT, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Mariposa fêmea de Thyrinteina arnobia, branca com manchas marrons, de asas abertasPraga

Lagarta-parda-do-eucalipto

Thyrinteina arnobiaEucalipto, goiaba
Grupo
Inseto, família Geometridae
Culturas
Eucalipto, goiaba
Outros nomes
Lagarta-parda e Lagarta-desfolhadora-do-eucalipto

Descrição e sintomas

Em surtos populacionais pode causar desfolha completa de talhões de eucalipto, comprometendo o crescimento das árvores.

Manejo

Monitoramento com armadilhas luminosas e inspeção dos talhões; controle biológico com Bacillus thuringiensis, percevejos predadores (Podisus spp.) e parasitoides como Palmistichus elaeisis; conservação da vegetação nativa próxima, que abriga inimigos naturais.

Origem e ocorrência

Nativa de quase toda a América do Sul e de parte da América Central, alimenta-se originalmente de plantas nativas como goiabeira, pitangueira e erva-mate; em plantios extensos de eucalipto ocorre em surtos e é a lagarta desfolhadora mais estudada da cultura no Brasil.

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: Carlos Alexandre Mattos Raposo, CC BY 4.0, via iNaturalist.

Mariposa adulta da lagarta-rosca Agrotis ipsilon vista de cimaPraga

Lagarta-rosca

Agrotis ipsilonMilho, soja, algodão, feijão, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Noctuidae
Culturas
Milho, soja, algodão, feijão, hortaliças em geral
Sinônimo
Agrotis ypsilon

Descrição e sintomas

Larvas cortam o colo de plântulas recém-emergidas durante a noite, causando falhas de estande em diversas culturas.

Manejo

Controle de plantas daninhas hospedeiras antes do plantio, iscas tóxicas, inseticidas em tratamento de sementes.

Origem e ocorrência

Espécie cosmopolita, presente em quase todas as regiões agrícolas do mundo.

Foto: Donald Hobern, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Adultos de mosca-branca Bemisia tabaci sobre folhaPraga

Mosca-branca

Bemisia tabaciFeijão, soja, tomate, algodão, cucurbitáceas, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Aleyrodidae
Culturas
Feijão, soja, tomate, algodão, cucurbitáceas, hortaliças em geral
Sinônimo
Bemisia argentifolii

Descrição e sintomas

Suga seiva de diversas culturas (tomate, feijão, soja) e transmite vírus, como os begomovírus causadores do mosaico-dourado do feijoeiro e das geminiviroses do tomateiro.

Manejo

Uso de cultivares resistentes, controle biológico com fungos entomopatogênicos, manejo de plantas hospedeiras e inseticidas sistêmicos.

Origem e ocorrência

Complexo de espécies crípticas presente nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. No Brasil predomina a MEAM1 (biótipo B); a MED (biótipo Q), mais tolerante a inseticidas, teve o primeiro registro publicado em 2014, no RS.

Foto: Stephen Ausmus, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Mosca-da-carambola Bactrocera carambolae adulta, vista de cimaPragaQuarentenária A2

Mosca-da-carambola

Bactrocera carambolaeFrutíferas em geral, goiaba, manga
Grupo
Inseto, família Tephritidae
Culturas
Frutíferas em geral, goiaba, manga
No Brasil
Praga quarentenária presente (lista A2, IN SDA/MAPA 38/2018): ocorre em área restrita, sob controle oficial.

Descrição e sintomas

Fêmeas ovipositam em frutos de diversas frutíferas tropicais; larvas se desenvolvem na polpa, tornando o fruto impróprio.

Manejo

Supressão pela técnica de aniquilação de machos (atrativo metil eugenol com inseticida), coleta e destruição de frutos hospedeiros e restrição ao trânsito de frutos das áreas afetadas, sob coordenação do MAPA.

Origem e ocorrência

Originária do Sudeste Asiático, entrou no Brasil por Oiapoque (AP) em 1996; hoje ocorre no Amapá, em Roraima, no Pará e no Amazonas, sob programa oficial de erradicação (praga quarentenária presente).

Foto: Viwat Wornoayporn / IAEA, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Adulto de Anastrepha fraterculus, a mosca-das-frutas sul-americanaPraga

Mosca-das-frutas-sul-americana

Anastrepha fraterculusMaçã, pêssego, uva, goiaba, citros, frutíferas em geral
Grupo
Inseto, família Tephritidae
Culturas
Maçã, pêssego, uva, goiaba, citros, frutíferas em geral
Outros nomes
Mosca-das-frutas

Descrição e sintomas

Ataca diversas frutíferas nativas e exóticas das Américas, com larvas se desenvolvendo na polpa dos frutos em maturação; é a principal mosca-das-frutas em pomares do Sul do Brasil.

Manejo

Armadilhas com atrativo proteico, ensacamento de frutos, eliminação de frutos caídos e hospedeiros silvestres próximos.

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul, amplamente distribuída em pomares brasileiros.

Foto: Gerson Tavares, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Mosca-do-mediterrâneo Ceratitis capitata adulta sobre folhaPraga

Mosca-do-mediterrâneo

Ceratitis capitataCitros, manga, goiaba, pêssego, café, frutíferas em geral
Grupo
Inseto, família Tephritidae
Culturas
Citros, manga, goiaba, pêssego, café, frutíferas em geral
Outros nomes
Mosca-das-frutas-do-mediterrâneo e Moscamed

Descrição e sintomas

Fêmeas perfuram frutos maduros para oviposição; larvas se desenvolvem na polpa, tornando os frutos impróprios para consumo e exportação.

Manejo

Armadilhas com atrativos alimentares (proteína hidrolisada), técnica do inseto estéril (TIE), ensacamento de frutos e controle químico em bordadura.

Origem e ocorrência

Originária da África, foi registrada no Brasil em 1901 (SP) e hoje ocorre na maioria dos estados; é praga quarentenária para muitos países importadores.

Foto: Scott Bauer, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Praga

Mosca-minadora

Liriomyza spp.Tomate, batata, feijão, cucurbitáceas, folhosas, ornamentais
Grupo
Inseto, família Agromyzidae
Culturas
Tomate, batata, feijão, cucurbitáceas, folhosas, ornamentais
Outros nomes
Larva-minadora

Descrição e sintomas

Larvas escavam galerias dentro do tecido foliar (minas), reduzindo a área fotossintética de hortaliças, feijão e ornamentais; no Brasil ocorrem Liriomyza huidobrensis, L. sativae e L. trifolii, e a praga tornou-se chave no meloeiro do Nordeste.

Manejo

Controle biológico com parasitoides (Diglyphus spp. e outros) e conservação de predadores, eliminação de folhas e restos culturais infestados, monitoramento com armadilhas adesivas amarelas.

Origem e ocorrência

Diversas espécies de origem americana, hoje disseminadas mundialmente via comércio de plantas.

Fêmea de Bactrocera dorsalis depositando ovos na casca de um mamãoPragaQuarentenária A1

Mosca-oriental-das-frutas

Bactrocera dorsalisManga, mamão, citros, goiaba, banana, frutíferas em geral
Grupo
Inseto, família Tephritidae
Culturas
Manga, mamão, citros, goiaba, banana, frutíferas em geral
Outros nomes
Mosca-das-frutas-oriental
Sinônimos
Bactrocera invadens, Bactrocera papayae, Bactrocera philippinensis, Dacus dorsalis
No Brasil
Praga quarentenária ausente (lista A1, Portaria SDA/MAPA 1.679/2026): não ocorre no Brasil e é alvo de vigilância.

Descrição e sintomas

Polífaga de grande importância quarentenária, ataca centenas de espécies de frutos tropicais e subtropicais; as larvas destroem a polpa e sua presença gera restrições à exportação de frutas.

Manejo

No Brasil, prevenção: fiscalização de frutos em bagagens e cargas, vigilância com armadilhas iscadas com metil eugenol e notificação imediata de suspeitas ao MAPA. Onde ocorre, erradicação por aniquilação de machos, iscas tóxicas e técnica do inseto estéril.

Origem e ocorrência

Originária do Sudeste Asiático, é uma das pragas invasoras mais agressivas do mundo e se espalhou pela África a partir de 2003. Ausente do Brasil, integra a lista de pragas quarentenárias ausentes e é alvo de vigilância.

Foto: USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Praga

Percevejo-castanho

Scaptocoris castaneaSoja, algodão, milho, pastagens
Grupo
Inseto, família Cydnidae
Culturas
Soja, algodão, milho, pastagens
Outros nomes
Percevejo-castanho-da-raiz

Descrição e sintomas

Vive no solo e suga raízes de soja, algodão, milho e pastagens, causando definhamento de plantas em manchas (reboleiras) no campo, sintoma confundido com deficiência nutricional.

Manejo

Monitoramento por amostragem de solo em trincheiras antes do plantio; inseticidas registrados no sulco de plantio têm eficiência limitada (em geral abaixo de 50%), por isso se combinam com plantas de cobertura possivelmente supressoras, como crotalárias, e boa correção da fertilidade do solo.

Origem e ocorrência

Espécie neotropical, constatada como praga no Brasil desde a década de 1940; tornou-se importante a partir dos anos 1980, com a expansão de lavouras e pastagens no Cerrado.

Percevejo-marrom Euschistus heros adulto sobre folhaPraga

Percevejo-marrom

Euschistus herosSoja
Grupo
Inseto, família Pentatomidae
Culturas
Soja
Outros nomes
Percevejo-marrom-da-soja

Descrição e sintomas

Suga grãos de soja em formação, causando grãos chochos, manchados e perda de qualidade e germinação.

Manejo

Monitoramento com pano-de-batida a partir da formação das vagens, controle químico ao atingir o nível de ação (2 percevejos/m para grãos e 1/m para sementes) e manejo regional integrado (MIP-Soja).

Origem e ocorrência

Nativo da América do Sul, praga-chave da soja no Brasil.

Foto: Diogo Luiz, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Percevejo-verde Nezara viridula adulto sobre panícula de gramíneaPraga

Percevejo-verde

Nezara viridulaSoja, feijão, arroz, tomate
Grupo
Inseto, família Pentatomidae
Culturas
Soja, feijão, arroz, tomate
Outros nomes
Fede-fede e Percevejo-verde-da-soja

Descrição e sintomas

Suga grãos de leguminosas e outras culturas, causando manchas e deformações que reduzem qualidade e germinação das sementes.

Manejo

Monitoramento com pano-de-batida, controle biológico com parasitoides de ovos (Trissolcus basalis), manejo integrado regional.

Origem e ocorrência

Espécie cosmopolita de origem africana, distribuída em todas as regiões agrícolas tropicais e subtropicais.

Foto: Didier Descouens, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Ninho de seda da processionária-do-pinheiro com lagartas em ramo de pinheiroPragaQuarentenária A1

Processionária-do-pinheiro

Thaumetopoea pityocampaPinus
Grupo
Inseto, família Notodontidae
Culturas
Pinus
Outros nomes
Lagarta-processionária-do-pinheiro
Sinônimo
Cnethocampa pityocampa
No Brasil
Praga quarentenária ausente (lista A1, Portaria SDA/MAPA 1.679/2026): não ocorre no Brasil e é alvo de vigilância.

Descrição e sintomas

Forma ninhos sedosos característicos nos ramos de pinheiros; pelos urticantes das larvas causam reações alérgicas em humanos e animais.

Manejo

Por ser praga quarentenária ausente, o foco no Brasil é impedir a entrada, com fiscalização de material vegetal de pinheiro importado e notificação de suspeitas. Onde ocorre, usa-se remoção e destruição de ninhos, armadilhas de feromônio para machos e Bacillus thuringiensis.

Origem e ocorrência

Nativa da região do Mediterrâneo, praga florestal importante na Europa e Norte da África. Não ocorre no Brasil e consta da lista de pragas quarentenárias ausentes (Portaria SDA/MAPA nº 1.205/2024).

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: Francesco Placco, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Colônia de Rhopalosiphum padi com adultos e ninfas sobre folha de gramíneaPraga

Pulgão-da-aveia

Rhopalosiphum padiTrigo, aveia, cevada, milho
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Trigo, aveia, cevada, milho
Outros nomes
Pulgão-do-colmo-do-trigo

Descrição e sintomas

Principal vetor do vírus do nanismo-amarelo-da-cevada (BYDV) em cereais de inverno, causando amarelecimento e nanismo.

Manejo

Cultivares resistentes, controle biológico natural, monitoramento no início do ciclo das culturas de inverno.

Origem e ocorrência

Originário da Europa, hoje cosmopolita, presente nas regiões produtoras de cereais, inclusive subtropicais como o Sul do Brasil.

Foto: Jesse Rorabaugh, CC0, via Wikimedia Commons.

Colônia de Macrosiphum euphorbiae com pulgões alados e ápteros sobre folhaPraga

Pulgão-da-batata

Macrosiphum euphorbiaeBatata, tomate, pimentão
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Batata, tomate, pimentão
Outros nomes
Pulgão-das-solanáceas e Pulgão-verde-escuro

Descrição e sintomas

Vetor de viroses em batata e tomate, como o vírus Y da batata (PVY) e o vírus do enrolamento da folha (PLRV); suga seiva de folhas novas causando enrolamento e redução do crescimento.

Manejo

Uso de batata-semente certificada, controle biológico, barreiras físicas (telas) em viveiros de mudas.

Origem e ocorrência

Originário da América do Norte, atualmente cosmopolita em regiões de cultivo de solanáceas.

Foto: Whitney Cranshaw, Colorado State University, Bugwood.org, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Colônia do pulgão-da-couve Brevicoryne brassicae com cera cinza em folha de couvePraga

Pulgão-da-couve

Brevicoryne brassicaeCrucíferas
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Crucíferas

Descrição e sintomas

Forma colônias densas e cerosas na face inferior das folhas e brotações de crucíferas, causando deformação e amarelecimento.

Manejo

Controle biológico com parasitoides (Diaeretiella rapae), jatos de água com sabão neutro, rotação de culturas com não crucíferas.

Origem e ocorrência

Originária da Europa, atualmente distribuída em todas as regiões de cultivo de crucíferas.

Foto: Sanjay Acharya, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Pulgão Sitobion avenae adulto verde, de sifúnculos pretos, e uma ninfa sobre folha de gramíneaPraga

Pulgão-da-espiga

Sitobion avenaeTrigo, cevada, aveia
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Trigo, cevada, aveia
Outros nomes
Pulgão-da-espiga-do-trigo

Descrição e sintomas

Coloniza espigas em formação de cereais de inverno, reduzindo o peso dos grãos e atuando como vetor do vírus do nanismo-amarelo-da-cevada (BYDV).

Manejo

Monitoramento a partir do emborrachamento; conservação dos parasitoides (Aphidius spp. e outros) introduzidos pela Embrapa Trigo entre 1978 e 1982 e dos predadores; inseticidas registrados apenas quando o nível de controle for atingido.

Origem e ocorrência

Originário da Europa, distribuído globalmente em regiões temperadas produtoras de cereais.

Foto: Jesse Rorabaugh, CC0, via iNaturalist.

Pulgões verdes agrupados em brotos novos de roseiraPraga

Pulgão-da-roseira

Macrosiphum rosaeOrnamentais
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Ornamentais
Outros nomes
Pulgão-roxo-da-roseira

Descrição e sintomas

Suga seiva de brotos e botões florais de roseiras, causando deformação de flores e secreção de melado que favorece fumagina.

Manejo

Controle biológico com joaninhas, jato de água em baixa infestação, monitoramento de brotações novas.

Origem e ocorrência

Originário da Europa, hoje cosmopolita em regiões de cultivo de rosas ornamentais.

Foto: Lucis, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Colônia de Aphis gossypii na face inferior de folha de algodoeiroPraga

Pulgão-do-algodoeiro

Aphis gossypiiAlgodão, cucurbitáceas, citros, pimentão, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Algodão, cucurbitáceas, citros, pimentão, hortaliças em geral

Descrição e sintomas

Suga seiva de folhas novas, secretando substância açucarada (melado) que favorece fungos de fumagina, além de transmitir viroses, como a doença-azul do algodoeiro (CLRDV).

Manejo

Cultivares de algodão resistentes à doença-azul, controle biológico com predadores naturais, monitoramento de colônias em brotações, uso racional de inseticidas seletivos.

Origem e ocorrência

Espécie polífaga cosmopolita, presente em regiões de cultivo de algodão, cucurbitáceas e citros.

Foto: Lewis Wilson, CSIRO, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Pulgões-pretos Aphis fabae sobre folha verde, em closePraga

Pulgão-preto-da-fava

Aphis fabaeFeijão, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Feijão, hortaliças em geral
Outros nomes
Pulgão-da-fava

Descrição e sintomas

Forma densas colônias em caules e brotações de leguminosas, causando enrolamento foliar e redução do vigor da planta; transmite dezenas de vírus de plantas.

Manejo

Controle biológico com joaninhas, eliminação de plantas hospedeiras alternativas, monitoramento precoce.

Origem e ocorrência

Originário da Eurásia, é comum nas regiões temperadas do Hemisfério Norte e em áreas de clima mais ameno da América do Sul; no Brasil, a maior parte dos registros é do Paraná.

Foto: Sascha Kohlmann, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Colônia do pulgão-preto-dos-citros Aphis citricidus em broto de citrosPraga

Pulgão-preto-dos-citros

Aphis citricidusCitros
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Citros
Outros nomes
Pulgão-preto-da-laranjeira
Sinônimos
Toxoptera citricida, Toxoptera citricidus

Descrição e sintomas

Principal e mais eficiente vetor do vírus da tristeza dos citros (CTV); coloniza brotações novas causando enrolamento de folhas.

Manejo

Uso de mudas certificadas livres de vírus, controle biológico com joaninhas e parasitoides (como Lysiphlebus testaceipes), monitoramento de brotações novas.

Origem e ocorrência

Originário do Sudeste Asiático, disseminou-se para as Américas no século XX, causando perdas severas em pomares de citros.

Foto: Florida Division of Plant Industry, FDACS, Bugwood.org, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Pulgão-verde Myzus persicae alado sobre folhaPraga

Pulgão-verde

Myzus persicaeBatata, pimentão, crucíferas, folhosas, tomate, pêssego
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Batata, pimentão, crucíferas, folhosas, tomate, pêssego
Outros nomes
Pulgão-verde-do-pessegueiro e Pulgão-do-pessegueiro

Descrição e sintomas

Suga seiva de hortaliças e transmite vírus fitopatogênicos, como o do enrolamento-da-folha (PLRV) e o vírus Y (PVY) da batata; forma colônias na face inferior das folhas, causando enrolamento.

Manejo

Controle biológico com joaninhas e crisopídeos, armadilhas amarelas para monitorar a chegada de alados, inseticidas seletivos quando necessário.

Origem e ocorrência

Provavelmente originário da Ásia, assim como seu hospedeiro primário, o pessegueiro; hoje é cosmopolita e ataca mais de 400 espécies de plantas.

Foto: Scott Bauer, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Dois adultos de Schizaphis graminum sobre folha de aveiaPraga

Pulgão-verde-dos-cereais

Schizaphis graminumTrigo, sorgo, cevada, aveia
Grupo
Inseto, família Aphididae
Culturas
Trigo, sorgo, cevada, aveia

Descrição e sintomas

Suga a seiva de gramíneas como trigo e sorgo, injetando toxinas que causam amarelecimento e necrose localizada das folhas; também transmite o vírus do nanismo-amarelo-da-cevada (BYDV).

Manejo

Cultivares resistentes, controle biológico natural com parasitoides e predadores, monitoramento em estádios iniciais da cultura.

Origem e ocorrência

Originário da Europa e da Ásia, hoje distribuído em regiões temperadas e subtropicais produtoras de cereais.

Foto: Kent Loeffler, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Praga

Saúva-limão

Atta sexdensEucalipto, pinus, pastagens, cana-de-açúcar, citros, várias culturas
Grupo
Inseto, família Formicidae
Culturas
Eucalipto, pinus, pastagens, cana-de-açúcar, citros, várias culturas
Outros nomes
Formiga-cortadeira e Saúva

Descrição e sintomas

Operárias cortam e transportam folhas para o ninho subterrâneo, onde cultivam o fungo simbionte Leucoagaricus gongylophorus, usado como alimento.

Manejo

Iscas formicidas granuladas aplicadas junto aos carreiros e olheiros ativos, com monitoramento contínuo, sobretudo no preparo de áreas e na implantação de florestas plantadas e pastagens.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, é uma das pragas florestais e agrícolas mais importantes do Brasil.

Traça-das-crucíferas Plutella xylostella adulta sobre folhaPraga

Traça-das-crucíferas

Plutella xylostellaCrucíferas
Grupo
Inseto, família Plutellidae
Culturas
Crucíferas
Outros nomes
Traça-da-couve
Sinônimo
Plutella maculipennis

Descrição e sintomas

Larvas raspam e perfuram folhas de couve, brócolis e repolho, podendo atacar também a parte interna das 'cabeças'.

Manejo

Rotação de culturas, uso de Bacillus thuringiensis, armadilhas com feromônio e monitoramento constante, com rotação de modos de ação, pois a espécie desenvolve resistência rapidamente, inclusive ao B. thuringiensis.

Origem e ocorrência

Considerada cosmopolita, distribuída por todas as regiões onde se cultivam crucíferas.

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: Olaf Leillinger, CC BY-SA 2.5, via Wikimedia Commons.

Tripes-californiano Frankliniella occidentalis adulto sobre folhaPraga

Tripes-californiano

Frankliniella occidentalisOrnamentais, tomate, pimentão, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Thripidae
Culturas
Ornamentais, tomate, pimentão, hortaliças em geral

Descrição e sintomas

Raspa tecidos foliares e florais para se alimentar, causando prateamento das folhas e abortamento de flores; vetor de tospovírus, como o do vira-cabeça-do-tomateiro.

Manejo

Uso de armadilhas adesivas azuis, controle biológico com ácaros predadores e fungos, manejo de plantas hospedeiras alternativas.

Origem e ocorrência

Originário do oeste da América do Norte, disseminado globalmente via comércio de plantas ornamentais; estabelecido no Brasil desde 1993.

Foto: Frank Peairs, Colorado State University, Bugwood.org, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Praga

Tripes-do-cacaueiro

Selenothrips rubrocinctusCacau, manga, abacate, goiaba, frutíferas em geral
Grupo
Inseto, família Thripidae
Culturas
Cacau, manga, abacate, goiaba, frutíferas em geral
Outros nomes
Tripes-de-cinta-vermelha

Descrição e sintomas

Raspa a superfície de folhas e frutos, causando manchas prateadas que depois escurecem e queda prematura de folhas; é praga-chave do cacaueiro e ataca também mangueira, cajueiro e abacateiro.

Manejo

Monitoramento com armadilhas adesivas e inspeção de folhas e frutos, controle biológico natural, manejo da irrigação para reduzir estresse hídrico.

Origem e ocorrência

Origem incerta (norte da América do Sul ou África); hoje distribuído nas regiões tropicais e estabelecido há muito tempo em vários estados brasileiros.

Vaquinha Diabrotica speciosa adulta vista de cima, verde com seis manchasPraga

Vaquinha

Diabrotica speciosaBatata, milho, feijão, soja, cucurbitáceas, hortaliças em geral
Grupo
Inseto, família Chrysomelidae
Culturas
Batata, milho, feijão, soja, cucurbitáceas, hortaliças em geral
Outros nomes
Brasileirinho, Patriota e Larva-alfinete

Descrição e sintomas

Adultos atacam folhas e flores de diversas culturas (feijão, batata, milho); larvas (larva-alfinete) atacam raízes e tubérculos no solo.

Manejo

Rotação de culturas, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos, monitoramento de adultos com armadilhas iscadas com atrativos ricos em cucurbitacina, como frutos de porongo (Lagenaria sp.) e raízes de taiuiá (Cayaponia sp.).

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul, é praga polífaga comum em lavouras brasileiras.

Foto: Carlos Alexandre Mattos Raposo, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Bananas com as pontas escurecidas e necrosadas pela antracnose, uma delas com mofo esbranquiçadoDoença

Antracnose

Colletotrichum spp.Feijão, soja, manga, mamão, banana, citros
Grupo
Fungo, família Glomerellaceae
Culturas
Feijão, soja, manga, mamão, banana, citros

Descrição e sintomas

Causa lesões necróticas deprimidas em frutos, vagens e folhas de diversas culturas como feijão, manga e citros.

Manejo

Sementes tratadas, fungicidas de contato e sistêmicos, poda de ramos infectados e manejo da densidade de plantio para arejamento.

Origem e ocorrência

Gênero de fungos cosmopolita, com espécies adaptadas a praticamente todas as culturas tropicais e temperadas.

Foto: Scot Nelson, CC0, via Wikimedia Commons.

Doença

Bacteriose-do-maracujazeiro

Xanthomonas axonopodis pv. passifloraeMaracujá
Grupo
Bactéria, família Lysobacteraceae
Culturas
Maracujá
Outros nomes
Mancha-bacteriana-do-maracujazeiro e Mancha-oleosa
Sinônimo
Xanthomonas campestris pv. passiflorae

Descrição e sintomas

Causa manchas oleosas que evoluem para necrose em folhas, ramos e frutos do maracujazeiro, com exsudação bacteriana característica.

Manejo

Mudas sadias certificadas, evitar ferimentos mecânicos, pulverizações preventivas com produtos cúpricos.

Origem e ocorrência

Identificada principalmente em regiões produtoras de maracujá no Brasil, país maior produtor mundial da fruta.

Lesão de brusone em forma de losango na folha de arrozDoença

Brusone-do-arroz

Pyricularia oryzaeArroz
Grupo
Fungo, família Pyriculariaceae
Culturas
Arroz
Outros nomes
Brusone
Sinônimo
Magnaporthe oryzae

Descrição e sintomas

Causa lesões em forma de losango nas folhas e infecção do pescoço da panícula, podendo impedir totalmente a formação de grãos.

Manejo

Cultivares resistentes, manejo da adubação nitrogenada, fungicidas sistêmicos aplicados na fase de emborrachamento.

Origem e ocorrência

Distribuída em todas as regiões orizícolas do mundo, é considerada a doença mais importante do arroz globalmente.

Foto: autor não identificado, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Folhas de citros com lesões salientes e corticosas de cancro-cítrico nas duas facesDoençaQuarentenária A2

Cancro-cítrico

Xanthomonas citri subsp. citriCitros
Grupo
Bactéria, família Lysobacteraceae
Culturas
Citros
Sinônimos
Xanthomonas axonopodis pv. citri, Xanthomonas campestris pv. citri
No Brasil
Praga quarentenária presente (lista A2, IN SDA/MAPA 38/2018): ocorre em área restrita, sob controle oficial.

Descrição e sintomas

Causa lesões salientes, corticosas e pardas, com halo amarelado, em folhas, ramos e frutos de citros; em ataques severos provoca desfolha e queda prematura de frutos, além de depreciar a fruta.

Manejo

Mudas sadias, quebra-ventos, pulverizações preventivas com cobre e controle da larva-minadora-dos-citros, cujas galerias facilitam a infecção. Segue as regras oficiais da IN MAPA 21/2018 (erradicação ou Sistema de Mitigação de Risco, conforme a área).

Origem e ocorrência

Originária da Ásia, foi constatada no Brasil em 1957, em São Paulo. É praga quarentenária presente sob controle oficial; desde 2017 São Paulo adota o Sistema de Mitigação de Risco em vez da erradicação.

Foto: Timothy Schubert, Florida Department of Agriculture and Consumer Services, Bugwood.org, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Doença

Cancro-da-haste-da-soja

Diaporthe aspalathiSoja
Grupo
Fungo, família Diaporthaceae
Culturas
Soja
Outros nomes
Cancro-da-haste
Sinônimo
Diaporthe phaseolorum var. meridionalis

Descrição e sintomas

Causa lesões escuras alongadas na haste da soja, podendo causar morte de plantas em reboleiras e seca prematura.

Manejo

Cultivares resistentes (principal medida), rotação de culturas, sementes tratadas com fungicidas.

Origem e ocorrência

Detectada no Brasil em 1989 (Paraná e Mato Grosso), causou perdas severas nos anos seguintes e hoje ocorre em todas as regiões produtoras, favorecida por chuvas frequentes.

Espiga de milho com galhas acinzentadas de carvão e uma lagarta-da-espigaDoença

Carvão-do-milho

Ustilago maydisMilho
Grupo
Fungo, família Ustilaginaceae
Culturas
Milho
Outros nomes
Carvão-comum
Sinônimo
Mycosarcoma maydis

Descrição e sintomas

Forma galhas (tumores) esbranquiçadas em espigas, colmos e folhas de milho, que escurecem e se rompem, liberando massa de esporos negros pulverulentos.

Manejo

Rotação de culturas, eliminação de galhas antes da liberação de esporos, evitar ferimentos mecânicos nas plantas.

Origem e ocorrência

Distribuído globalmente em regiões de cultivo de milho; no México os tumores jovens (huitlacoche) são considerados iguaria culinária.

Foto: USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Doença

Crestamento-bacteriano-comum

Xanthomonas phaseoli pv. phaseoliFeijão
Grupo
Bactéria, família Lysobacteraceae
Culturas
Feijão
Outros nomes
Crestamento-bacteriano
Sinônimos
Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli, Xanthomonas campestris pv. phaseoli

Descrição e sintomas

Causa manchas necróticas com halo amarelo nas folhas de feijoeiro, podendo evoluir para queima generalizada da folhagem; é causado por Xanthomonas phaseoli pv. phaseoli e X. citri pv. fuscans, de sintomas indistinguíveis.

Manejo

Uso de sementes sadias certificadas, cultivares resistentes, rotação de culturas, evitar irrigação por aspersão em condições de alta umidade.

Origem e ocorrência

Disseminada globalmente em regiões produtoras de feijão, transmitida principalmente por sementes infectadas.

Folha de cevada com lesão de escaldadura, centro claro e borda marrom-escuraDoença

Escaldadura-da-cevada

Rhynchosporium communeCevada
Grupo
Fungo, família Ploettnerulaceae
Culturas
Cevada
Outros nomes
Escaldadura
Sinônimo
Rhynchosporium secalis

Descrição e sintomas

Causa manchas com aspecto de 'escaldadura' (encharcadas, depois claras com borda escura) nas folhas e bainhas da cevada.

Manejo

Rotação de culturas, cultivares resistentes, fungicidas aplicados em fases iniciais de infecção.

Origem e ocorrência

Distribuída em regiões de cultivo de cevada com clima frio e úmido; no Brasil ocorre de forma esporádica nas lavouras do Sul.

Foto: Mary Burrows, Montana State University, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Doença

Ferrugem-asiática

Phakopsora pachyrhiziSoja
Grupo
Fungo, família Phakopsoraceae
Culturas
Soja
Outros nomes
Ferrugem-da-soja

Descrição e sintomas

Forma pequenas lesões castanho-claras a castanho-avermelhadas, com urédias (pústulas) na face inferior das folhas de soja, levando à desfolha prematura e a perdas severas de produtividade.

Manejo

Vazio sanitário obrigatório, cultivares precoces ou com genes de resistência, monitoramento e aplicações preventivas de fungicidas sistêmicos associados a multissítios, com rotação de modos de ação.

Origem e ocorrência

Originária da Ásia, foi constatada no Paraguai e no oeste do Paraná em 2001 e tornou-se a doença mais destrutiva da soja no Brasil.

Face inferior de folha de cafeeiro com pústulas alaranjadas de ferrugemDoença

Ferrugem-do-cafeeiro

Hemileia vastatrixCafé
Grupo
Fungo, família Zaghouaniaceae
Culturas
Café
Outros nomes
Ferrugem-alaranjada

Descrição e sintomas

Causa pústulas alaranjadas na face inferior das folhas do cafeeiro, levando à desfolha intensa e redução de produtividade.

Manejo

Cultivares resistentes, fungicidas cúpricos e sistêmicos orientados pelo monitoramento da incidência, adubação equilibrada.

Origem e ocorrência

Originária da África Oriental, devastou plantações do Ceilão (Sri Lanka) no século XIX. No Brasil foi constatada em 1970, no sul da Bahia, e hoje está presente em praticamente todas as regiões cafeeiras.

Foto: Smartse, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Folhas de feijoeiro com pústulas de ferrugem cercadas por halo amareladoDoença

Ferrugem-do-feijoeiro

Uromyces appendiculatusFeijão
Grupo
Fungo, família Pucciniaceae
Culturas
Feijão

Descrição e sintomas

Causa pústulas pulverulentas de cor ferrugem nas folhas do feijoeiro, podendo causar desfolha severa em alta umidade.

Manejo

Cultivares resistentes, rotação de culturas, fungicidas protetores em pulverizações preventivas.

Origem e ocorrência

Amplamente distribuída em regiões produtoras de feijão comum em todo o mundo.

Foto: Rasbak, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Doença

Giberela-do-trigo

Fusarium graminearumTrigo, cevada, milho
Grupo
Fungo, família Nectriaceae
Culturas
Trigo, cevada, milho
Outros nomes
Giberela e Fusariose-da-espiga
Sinônimo
Gibberella zeae

Descrição e sintomas

Causa esterilidade de espiguetas e descoloração de espigas de trigo, além de contaminar grãos com micotoxinas (DON) prejudiciais à saúde.

Manejo

Rotação de culturas, manejo de restos culturais de cereais e fungicidas (como os triazóis) aplicados a partir do início da floração (antese), com reaplicação conforme a duração da floração e as chuvas.

Origem e ocorrência

Distribuída em regiões temperadas e subtropicais produtoras de trigo, com surtos severos em anos de chuva no florescimento.

Ramos de planta cítrica com folhas amareladas de forma irregular, sintoma de greening (HLB)DoençaQuarentenária A2

Greening

*Candidatus* Liberibacter asiaticus e *Ca.* L. americanusCitros
Grupo
Bactéria, família Rhizobiaceae
Culturas
Citros
Outros nomes
HLB, Huanglongbing e Amarelão-dos-citros
No Brasil
Praga quarentenária presente (lista A2, IN SDA/MAPA 38/2018): ocorre em área restrita, sob controle oficial.

Descrição e sintomas

Causa amarelecimento em mosaico assimétrico das folhas, frutos pequenos, deformados e amargos; a planta entra em declínio progressivo. No Brasil, é causado por Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus.

Manejo

Erradicação de plantas sintomáticas, controle rigoroso do vetor (psilídeo Diaphorina citri), mudas certificadas livres da bactéria.

Origem e ocorrência

Detectado pela primeira vez na Ásia, hoje uma das doenças mais devastadoras dos citros nas Américas e África. No Brasil foi constatado em 2004, no centro e leste de São Paulo, e está sob controle oficial do MAPA.

Foto: Florida Division of Plant Industry Archive, Florida Department of Agriculture and Consumer Services, CC BY 3.0 us, via Wikimedia Commons.

Folha de milho com lesão alongada acinzentada de helmintosporiose no campoDoença

Helmintosporiose-do-milho

Exserohilum turcicumMilho, sorgo
Grupo
Fungo, família Pleosporaceae
Culturas
Milho, sorgo
Outros nomes
Helmintosporiose, Mancha-de-turcicum e Queima-de-turcicum
Sinônimos
Setosphaeria turcica, Helminthosporium turcicum

Descrição e sintomas

Causa lesões alongadas elípticas de coloração acinzentada nas folhas de milho, podendo reduzir significativamente a área foliar.

Manejo

Cultivares resistentes, rotação de culturas, fungicidas foliares em condições de alta severidade.

Origem e ocorrência

Distribuída globalmente em regiões de cultivo de milho, favorecida por temperaturas moderadas e alta umidade.

Foto: Jerzy Opioła, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Doença

Mancha-alvo-da-soja

Corynespora cassiicolaSoja, algodão
Grupo
Fungo, família Corynesporascaceae
Culturas
Soja, algodão
Outros nomes
Mancha-alvo e Mancha-de-corinespora

Descrição e sintomas

Causa lesões circulares com anéis concêntricos ('em alvo') nas folhas de soja, podendo causar desfolha precoce em alta severidade.

Manejo

Rotação de culturas, cultivares menos suscetíveis e fungicidas associados a multissítios, com rotação de modos de ação, pois há populações resistentes a benzimidazóis, estrobilurinas e carboxamidas.

Origem e ocorrência

Patógeno de ampla distribuição em regiões tropicais e subtropicais, com aumento de importância nas últimas décadas no Brasil.

Doença

Mancha-amarela-da-cana

Passalora koepkeiCana-de-açúcar
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Cana-de-açúcar
Outros nomes
Mancha-amarela e Cercosporiose-da-cana
Sinônimos
Mycovellosiella koepkei, Cercospora koepkei

Descrição e sintomas

Causa manchas irregulares amarelas nas folhas mais velhas da cana-de-açúcar, que depois ficam avermelhadas e se unem, reduzindo a capacidade fotossintética.

Manejo

Variedades resistentes (medida mais eficiente), evitar doses altas de nitrogênio e eliminar folhas senescentes infectadas.

Origem e ocorrência

Relatada em dezenas de países; no Brasil predomina na zona litorânea chuvosa do Nordeste e na Bacia Amazônica.

Doença

Mancha-angular-do-feijoeiro

Pseudocercospora griseolaFeijão
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Feijão
Outros nomes
Mancha-angular
Sinônimo
Phaeoisariopsis griseola

Descrição e sintomas

Causa lesões angulares acinzentadas delimitadas pelas nervuras nas folhas de feijão, podendo causar desfolha severa.

Manejo

Sementes sadias, rotação de culturas, fungicidas em programas de manejo integrado de doenças.

Origem e ocorrência

Presente em todas as regiões tropicais e subtropicais de cultivo de feijão comum.

Doença

Mancha-aureolada

Pseudomonas syringae pv. garcaeCafé
Grupo
Bactéria, família Pseudomonadaceae
Culturas
Café
Outros nomes
Bacteriose-do-cafeeiro

Descrição e sintomas

Causa manchas necróticas marrom-escuras com halo amarelado em folhas, rosetas, ramos e frutos novos do cafeeiro, sobretudo em lavouras em formação ou recém-podadas expostas a ventos frios e umidade prolongada.

Manejo

Quebra-ventos, espaçamento que reduza o acúmulo de umidade e pulverizações preventivas com fungicidas cúpricos no período chuvoso; no viveiro, eliminar mudas doentes.

Origem e ocorrência

Detectada no fim de 1955 em Garça (SP), ocorre principalmente em regiões cafeeiras mais frias e expostas ao vento, como o Sul de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Folhas de videira com manchas escuras de halo amarelado causadas por Pseudocercospora vitisDoença

Mancha-das-folhas-da-videira

Pseudocercospora vitisUva
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Uva
Outros nomes
Mancha-de-isariopsis e Isariopsis
Sinônimos
Phaeoisariopsis vitis, Isariopsis clavispora, Mycosphaerella personata

Descrição e sintomas

Causa manchas necróticas angulares nas folhas da videira, geralmente no fim do ciclo, podendo causar desfolha antecipada; é mais severa em cultivares americanas e híbridas, como a Bordô.

Manejo

Cultivares menos suscetíveis (as viníferas são resistentes), pulverizações regulares com fungicidas registrados até o fim do ciclo e eliminação de folhas infectadas; a calda bordalesa aplicada só após a colheita tem eficácia insuficiente.

Origem e ocorrência

Presente em regiões vitícolas tropicais e subtropicais com alta umidade relativa.

Foto: Annika Lindqvist, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Doença

Mancha-de-estenfílio-da-cebola

Stemphylium vesicariumCebola, alho
Grupo
Fungo, família Pleosporaceae
Culturas
Cebola, alho
Outros nomes
Mancha-de-estenfílio

Descrição e sintomas

Causa lesões alongadas de coloração marrom-clara nas folhas da cebola, podendo levar ao colapso foliar em alta severidade; é facilmente confundida com a mancha-púrpura (Alternaria porri).

Manejo

Rotação de culturas, fungicidas protetores, manejo de irrigação para reduzir período de molhamento foliar.

Origem e ocorrência

Distribuída nas regiões produtoras de cebola e alho do mundo. No Brasil, Stemphylium vesicarium é citado pela Embrapa como causa eventual da mancha-púrpura, normalmente causada por Alternaria porri.

Folha de cafeeiro com mancha circular de centro claro, borda marrom-escura e halo amareloDoença

Mancha-de-olho-pardo-do-cafeeiro

Cercospora coffeicolaCafé
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Café
Outros nomes
Cercosporiose e Olho-pardo

Descrição e sintomas

Causa manchas circulares com centro claro e halo amarelado em folhas e frutos do cafeeiro, podendo causar queda foliar.

Manejo

Adubação equilibrada (evitando deficiência de nitrogênio e desequilíbrio entre potássio e cálcio), fungicidas cúpricos, manejo de sombreamento adequado.

Origem e ocorrência

Presente em todas as regiões cafeeiras tropicais, associada a plantas com deficiência nutricional ou estresse hídrico.

Foto: Ernani Zimmermann, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Doença

Mancha-de-phoma

*Phoma costarricensis*Café
Grupo
Fungo, família Didymellaceae
Culturas
Café
Outros nomes
Seca-de-ponteiros e Mancha-de-ascochyta

Descrição e sintomas

Causa manchas escuras em folhas novas, seca de ponteiros e morte de botões florais, flores e frutos novos do cafeeiro; favorecida por temperaturas amenas, alta umidade e ventos frios. No Brasil também se associa a Phoma tarda.

Manejo

Quebra-ventos para reduzir ferimentos causados pelo vento frio, fungicidas preventivos no pré e pós-florada e adubação equilibrada.

Origem e ocorrência

Mais frequente em lavouras de altitude expostas a ventos frios, como na América Central e, no Brasil, nas regiões cafeeiras mais altas e frias do Sudeste.

Folha de soja com manchas de olho-de-rã causadas por Cercospora sojinaDoença

Mancha-olho-de-rã

Cercospora sojinaSoja
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Soja
Outros nomes
Olho-de-rã

Descrição e sintomas

Causa manchas foliares circulares a angulares, com centro cinza a castanho-claro e borda castanho-avermelhada, que podem coalescer e causar desfolha em alta severidade; também afeta hastes, vagens e sementes.

Manejo

Cultivares resistentes (principal medida), sementes sadias tratadas com fungicidas, rotação de culturas e fungicidas foliares quando necessário.

Origem e ocorrência

Relatada no Brasil em 1971, causou epidemias nos anos 1980 e hoje é pouco frequente graças às cultivares resistentes. O fungo tem alta variabilidade, com várias raças descritas no país.

Foto: Maggilautaro, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Doença

Mancha-parda-da-soja

Septoria glycinesSoja
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Soja
Outros nomes
Mancha-parda e Septoriose

Descrição e sintomas

Causa manchas pardas angulares com halo amarelado, primeiro nas folhas unifolioladas e inferiores da soja, levando ao amarelecimento e à queda foliar precoce. Integra as doenças de final de ciclo (DFC).

Manejo

Rotação de culturas, sementes sadias e tratadas, eliminação de restos culturais infectados e fungicidas nos estádios reprodutivos, em programas de manejo integrado.

Origem e ocorrência

Distribuída em todas as regiões produtoras de soja, com maior severidade em condições de alta umidade prolongada.

Doença

Mela-do-feijoeiro

Rhizoctonia solaniFeijão
Grupo
Fungo, família Ceratobasidiaceae
Culturas
Feijão
Outros nomes
Mela e Murcha-da-teia-micélica
Sinônimo
Thanatephorus cucumeris

Descrição e sintomas

Causa lesões aquosas que evoluem rapidamente para necrose em folhas, vagens e caules do feijoeiro em condições de alta umidade, com formação de teia micélica sobre a planta.

Manejo

Espaçamento adequado para arejamento, plantio direto sobre palhada (reduz respingos de solo), rotação de culturas, fungicidas específicos em condições de alto risco.

Origem e ocorrência

Patógeno de solo cosmopolita, severo em regiões tropicais úmidas de cultivo de feijão.

Gavinha de videira coberta pela esporulação branca do míldioDoença

Míldio-da-videira

Plasmopara viticolaUva
Grupo
Oomiceto, família Peronosporaceae
Culturas
Uva
Outros nomes
Míldio e Mofo

Descrição e sintomas

Causa manchas oleosas amareladas nas folhas com esporulação branca na face inferior; pode atacar também cachos e brotações.

Manejo

Fungicidas cúpricos e sistêmicos preventivos, poda para arejamento da copa, manejo de irrigação para reduzir umidade foliar.

Origem e ocorrência

Originária da América do Norte, introduzida na Europa no século XIX, hoje presente em todas as regiões vitícolas úmidas.

Foto: Bruce Cook, CC0, via Wikimedia Commons.

Micélio branco cotonoso de Sclerotinia sclerotiorum na haste do feijoeiroDoença

Mofo-branco

Sclerotinia sclerotiorumSoja, feijão, algodão, girassol, hortaliças em geral
Grupo
Fungo, família Sclerotiniaceae
Culturas
Soja, feijão, algodão, girassol, hortaliças em geral
Outros nomes
Podridão-branca-da-haste e Esclerotínia

Descrição e sintomas

Causa murcha e podridão aquosa de hastes, ramos e vagens de soja, feijão e outras culturas, com micélio branco cotonoso e escleródios negros sobre os tecidos afetados.

Manejo

Rotação com gramíneas e palhada de braquiária, sementes sadias, controle biológico com Trichoderma spp. e Bacillus spp., espaçamento adequado para arejamento e fungicidas registrados no início da floração.

Origem e ocorrência

Patógeno cosmopolita de solo, com ampla distribuição em regiões temperadas e subtropicais de cultivo de leguminosas.

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: Jymm, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Planta de tomate murcha com folhas ainda verdes, sintoma de murcha-bacterianaDoença

Murcha-bacteriana

Ralstonia solanacearumBatata, tomate, pimentão, hortaliças em geral
Grupo
Bactéria, família Burkholderiaceae
Culturas
Batata, tomate, pimentão, hortaliças em geral
Outros nomes
Murchadeira e Murcha-bacteriana-da-batata
Sinônimo
Pseudomonas solanacearum

Descrição e sintomas

Causa murcha rápida e irreversível de plantas de batata e tomate, com escurecimento vascular e exsudação bacteriana do caule cortado. No Brasil ocorrem R. solanacearum (filotipo II, predominante) e R. pseudosolanacearum.

Manejo

Uso de material propagativo sadio, rotação de longo prazo, evitar irrigação por inundação em áreas contaminadas.

Origem e ocorrência

Distribuída em regiões tropicais e subtropicais, considerada uma das bactérias fitopatogênicas mais destrutivas do mundo.

Foto: Clemson University - USDA Cooperative Extension Slide Series, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Bananeira murcha com folhas secas pendentes pelo mal-do-panamáDoença

Murcha-de-fusário

Fusarium oxysporumTomate, banana, feijão, maracujá, algodão
Grupo
Fungo, família Nectriaceae
Culturas
Tomate, banana, feijão, maracujá, algodão
Outros nomes
Fusariose e Mal-do-panamá

Descrição e sintomas

Coloniza o sistema vascular da planta, causando murcha unilateral, amarelecimento e escurecimento interno do caule.

Manejo

Uso de cultivares resistentes, mudas e sementes sadias, rotação de culturas com não hospedeiras, solarização do solo e calagem para elevar o pH.

Origem e ocorrência

Fungo de solo cosmopolita, com formas especializadas (formae speciales) adaptadas a culturas específicas. A raça 4 tropical de F. oxysporum f. sp. cubense, à qual as principais cultivares de banana do Brasil (Prata, Nanica e Maçã) são suscetíveis, ainda não ocorre no país e é alvo de vigilância oficial.

Foto: Scot Nelson, CC0, via Wikimedia Commons.

Doença

Murcha-de-verticílio

Verticillium dahliaeAlgodão, batata, tomate, hortaliças em geral
Grupo
Fungo, família Plectosphaerellaceae
Culturas
Algodão, batata, tomate, hortaliças em geral
Outros nomes
Verticiliose

Descrição e sintomas

Causa murcha progressiva, amarelecimento e escurecimento vascular em culturas como algodão, batata e oliveira.

Manejo

Rotação de culturas de longo prazo, cultivares resistentes, solarização do solo em viveiros.

Origem e ocorrência

Patógeno de solo distribuído mundialmente, especialmente importante em regiões de clima temperado e mediterrâneo.

Raízes de tomateiro com numerosas galhas causadas por Meloidogyne incognitaDoença

Nematoide-das-galhas

Meloidogyne incognitaSoja, algodão, café, cana-de-açúcar, tomate, hortaliças em geral
Grupo
Nematoide, família Meloidogynidae
Culturas
Soja, algodão, café, cana-de-açúcar, tomate, hortaliças em geral
Outros nomes
Nematoide-de-galhas

Descrição e sintomas

Induz a formação de galhas nas raízes de diversas culturas, causando deficiência nutricional, murcha e redução de produtividade.

Manejo

Rotação com plantas não hospedeiras (ex: crotalária), cultivares resistentes, nematicidas biológicos e químicos.

Origem e ocorrência

Distribuição cosmopolita, considerado um dos nematoides fitopatogênicos mais importantes em culturas tropicais.

Leia também: Nematoides: o que o laudo de solo não mostra

Foto: Scot Nelson, CC0, via Wikimedia Commons.

Doença

Oídio

Erysiphe spp.Soja, feijão, uva
Grupo
Fungo, família Erysiphaceae
Culturas
Soja, feijão, uva

Descrição e sintomas

Forma um pó branco característico na superfície de folhas, caules e frutos, causando redução da fotossíntese e deformações. Na soja o agente é Erysiphe diffusa; em outras culturas o oídio pode ser causado por gêneros afins, como Podosphaera e Blumeria.

Manejo

Fungicidas específicos (enxofre, triazóis, estrobilurinas), cultivares resistentes, eliminação de partes infectadas e evitar excesso de adubação nitrogenada.

Origem e ocorrência

Grupo de fungos cosmopolita: a família Erysiphaceae, à qual pertence o gênero, ocorre em praticamente todas as regiões agrícolas e parasita milhares de espécies vegetais.

Cacho de uva verde com bagas cobertas por pó branco de oídioDoença

Oídio-da-videira

Erysiphe necatorUva
Grupo
Fungo, família Erysiphaceae
Culturas
Uva
Sinônimo
Uncinula necator

Descrição e sintomas

Forma um pó branco-acinzentado em folhas, ramos e bagas da videira, podendo causar rachaduras nos frutos em alta severidade.

Manejo

Fungicidas à base de enxofre e sistêmicos (como triazóis) em rotação, poda para arejamento da copa, monitoramento desde o início da brotação.

Origem e ocorrência

Originário da América do Norte, chegou à Inglaterra em 1845 e à França em 1847, antes da filoxera e do míldio.

Foto: Oliver Macdonald (Maccheek), Wikipédia em inglês, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Folha de tomateiro com manchas escuras em anéis concêntricos da pinta-pretaDoença

Pinta-preta-do-tomate

Alternaria linariaeTomate
Grupo
Fungo, família Pleosporaceae
Culturas
Tomate
Outros nomes
Pinta-preta, Mancha-de-alternária e Alternariose
Sinônimo
Alternaria tomatophila

Descrição e sintomas

Causa manchas escuras com anéis concêntricos (lesões em 'alvo') nas folhas mais velhas, podendo progredir para caule e frutos do tomateiro. Antes atribuída a Alternaria solani; no Brasil, os isolados de tomateiro foram identificados como A. tomatophila, hoje A. linariae.

Manejo

Rotação de culturas, fungicidas preventivos, eliminação de restos culturais, irrigação que evite molhar a folhagem.

Origem e ocorrência

Doença distribuída globalmente em regiões de cultivo de solanáceas, mais severa em climas quentes e úmidos.

Foto: Senna Bryce Robeson, CC BY 4.0, via iNaturalist.

Doença

Podridão-do-caule-da-mamoneira

Lasiodiplodia theobromaeMamona
Grupo
Fungo, família Botryosphaeriaceae
Culturas
Mamona
Outros nomes
Podridão-de-botryodiplodia, Podridão-de-lasiodiplodia e Seca-dos-ramos
Sinônimos
Botryodiplodia theobromae, Botryosphaeria rhodina

Descrição e sintomas

Causa lesões necróticas no caule e nos ramos da mamoneira que evoluem para podridão, seca e morte dos órgãos afetados, com formação de picnídios escuros sobre o tecido doente.

Manejo

Eliminação de restos culturais e de ramos infectados, rotação de culturas e uso de sementes sadias.

Origem e ocorrência

Fungo polífago de regiões tropicais, favorecido por estresse nas plantas; na Bahia causa morte de mangueiras e cajueiros e já foi detectado em sementes de mamona da região de Irecê.

Doença

Podridão-do-colmo-do-arroz

Nakataea oryzaeArroz
Grupo
Fungo, família Magnaporthaceae
Culturas
Arroz
Outros nomes
Podridão-do-colmo
Sinônimos
Sclerotium oryzae, Magnaporthe salvinii, Nakataea sigmoidea

Descrição e sintomas

Causa lesões escuras na bainha próximo à lâmina d'água e apodrecimento da base do colmo, levando ao acamamento e a panículas chochas próximo à colheita.

Manejo

Manejo da palha de cultivos anteriores, drenagem adequada do solo, rotação de culturas.

Origem e ocorrência

Presente em regiões orizícolas de irrigação por inundação em todo o mundo.

Talo de couve cortado ao meio com podridão mole bacteriana no interiorDoença

Podridão-mole-bacteriana

Pectobacterium carotovorumBatata, crucíferas, folhosas, cenoura, cebola, tomate
Grupo
Bactéria, família Pectobacteriaceae
Culturas
Batata, crucíferas, folhosas, cenoura, cebola, tomate
Outros nomes
Podridão-mole e Talo-oco
Sinônimo
Erwinia carotovora

Descrição e sintomas

Causa apodrecimento mole, aquoso e malcheiroso em tubérculos, bulbos e hortaliças, no campo e principalmente no armazenamento e transporte. No Brasil também atuam Pectobacterium brasiliense e espécies de Dickeya.

Manejo

Boas práticas de colheita evitando ferimentos, armazenamento em local seco e ventilado, controle de temperatura na pós-colheita e uso de batata-semente sadia.

Origem e ocorrência

Bactéria cosmopolita, uma das principais causas de perdas pós-colheita em hortaliças no mundo.

Foto: Scot Nelson, CC0, via Wikimedia Commons.

Clamidósporos escuros e segmentados de Berkeleyomyces basicola ao microscópioDoença

Podridão-negra-das-raízes

Berkeleyomyces basicolaAlgodão, cenoura
Grupo
Fungo, família Ceratocystidaceae
Culturas
Algodão, cenoura
Outros nomes
Podridão-radicular-do-algodão e Podridão-negra-da-cenoura
Sinônimos
Thielaviopsis basicola, Chalara elegans

Descrição e sintomas

Causa escurecimento e apodrecimento das raízes de plântulas de algodão, reduzindo o estande; na cenoura causa podridão negra das raízes, sobretudo após a lavagem e o armazenamento, sem sintomas na parte aérea.

Manejo

Rotação com gramíneas e evitar áreas com histórico da doença; no algodão, tratamento de sementes; na cenoura, reduzir ferimentos na colheita e no beneficiamento, lavar com água fria clorada e armazenar abaixo de 10 °C.

Origem e ocorrência

Distribuída mundialmente, favorecida por solos frios e compactados. No Brasil é relatada sobretudo em cenoura (desde 2004, no RS; hoje também em MG e GO); no tombamento do algodoeiro no Cerrado, mais de 95% dos casos são causados por Rhizoctonia solani.

Foto: Björn Sothmann, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Doença

Podridão-olho-de-boi

Neofabraea spp.Maçã, pera
Grupo
Fungo, família Dermateaceae
Culturas
Maçã, pera
Outros nomes
Olho-de-boi
Sinônimo
Cryptosporiopsis perennans

Descrição e sintomas

Causa lesões circulares deprimidas, marrom-claras com centro mais claro, em frutos de macieira e pereira durante o armazenamento. No Sul do Brasil, Neofabraea actinidiae e N. brasiliensis foram caracterizadas como agentes da doença, antes atribuída a N. perennans.

Manejo

Fungicidas pós-colheita, eliminação de cancros em ramos (fonte de inóculo), boas práticas de manuseio na colheita.

Origem e ocorrência

Distribuída em regiões temperadas produtoras de pomáceas; no Brasil foi detectada em 1996 e ocorre em todas as regiões produtoras de maçã do RS, SC e PR.

Doença

Podridão-parda-dos-citros

Phytophthora citrophthoraCitros
Grupo
Oomiceto, família Peronosporaceae
Culturas
Citros
Outros nomes
Podridão-parda

Descrição e sintomas

Causa podridão parda, firme e de odor pungente nos frutos da parte baixa da copa, que caem precocemente; com umidade surge micélio branco. Também causa gomose no tronco, mais associada no Brasil a P. nicotianae.

Manejo

Drenagem adequada do solo, fungicidas preventivos (fosfitos ou cúpricos) dirigidos à saia da copa antes das chuvas, remoção de frutos caídos e porta-enxertos tolerantes à gomose.

Origem e ocorrência

Distribuída globalmente em regiões citrícolas com solos mal drenados ou chuvas intensas.

Doença

Podridão-radicular-de-fitóftora

Phytophthora sojaeSoja
Grupo
Oomiceto, família Peronosporaceae
Culturas
Soja
Outros nomes
Podridão-de-fitóftora

Descrição e sintomas

Causa apodrecimento de raízes e parte inferior do caule de soja, levando ao tombamento de plântulas e murcha de plantas adultas.

Manejo

Cultivares com genes de resistência (Rps), drenagem adequada do solo, tratamento de sementes com fungicidas específicos para oomicetos.

Origem e ocorrência

Patógeno de solo distribuído globalmente em regiões de cultivo de soja, favorecido por solos encharcados. No Brasil foi relatado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, na safra 1994/95.

Doença

Podridão-vermelha-da-cana

Colletotrichum falcatumCana-de-açúcar
Grupo
Fungo, família Glomerellaceae
Culturas
Cana-de-açúcar
Outros nomes
Podridão-vermelha
Sinônimo
Glomerella tucumanensis

Descrição e sintomas

Causa descoloração vermelha interna dos colmos de cana-de-açúcar, frequentemente associada a danos da broca-da-cana (complexo broca-podridão).

Manejo

Variedades resistentes, controle da broca-da-cana (cujas galerias são porta de entrada do fungo), uso de mudas sadias certificadas.

Origem e ocorrência

Distribuída em regiões canavieiras tropicais, com maior incidência em áreas com alta infestação da broca.

Doença

Requeima

Phytophthora infestansBatata, tomate
Grupo
Oomiceto, família Peronosporaceae
Culturas
Batata, tomate
Outros nomes
Requeima-da-batata, Requeima-do-tomateiro e Mela

Descrição e sintomas

Causa lesões necróticas de aspecto encharcado em folhas, hastes, tubérculos e frutos, com esporulação esbranquiçada na face inferior das folhas; em clima frio e úmido pode destruir a lavoura em poucos dias.

Manejo

Fungicidas preventivos sistêmicos e de contato, eliminação de plantas voluntárias, uso de batata-semente certificada.

Origem e ocorrência

O centro de origem ainda é debatido (México central ou Andes). Foi responsável pela Grande Fome da Irlanda (1845-1849) e segue entre as doenças mais graves da batata e do tomate no mundo.

Maçã ainda no pé com várias manchas escuras de sarna na casca, entre folhasDoença

Sarna-da-macieira

Venturia inaequalisMaçã
Grupo
Fungo, família Venturiaceae
Culturas
Maçã
Outros nomes
Sarna-da-maçã

Descrição e sintomas

Causa manchas verde-oliva a escuras, de aspecto aveludado, em folhas e frutos da macieira, podendo causar rachaduras e desvalorização comercial dos frutos.

Manejo

Fungicidas protetores e sistêmicos aplicados conforme os períodos de infecção (molhamento foliar e temperatura), podas para arejamento da copa e tratamento das folhas caídas no outono (ex.: ureia) para reduzir o inóculo.

Origem e ocorrência

Distribuída em todas as regiões temperadas produtoras de macieira; no Brasil é a principal doença da cultura no Sul.

Foto: Jan Homann, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Folha de bananeira com estrias escuras e necrose da sigatoka-negraDoença

Sigatoka-negra

Pseudocercospora fijiensisBanana
Grupo
Fungo, família Mycosphaerellaceae
Culturas
Banana
Outros nomes
Mal-de-sigatoka-negra
Sinônimo
Mycosphaerella fijiensis

Descrição e sintomas

Causa estrias e manchas necróticas nas folhas da bananeira, reduzindo severamente a área fotossintética e o tamanho dos frutos.

Manejo

Fungicidas sistêmicos em rotação, remoção de folhas infectadas (desfolha sanitária), cultivares resistentes.

Origem e ocorrência

Originária do Sudeste Asiático e do Pacífico, espalhou-se pelas Américas a partir da década de 1970. No Brasil foi detectada em 1998 no Amazonas e, já presente na maioria dos estados, saiu da lista de pragas quarentenárias presentes em 2026.

Foto: Scot Nelson, CC0, via Wikimedia Commons.

Doença

Tristeza-dos-citros

Closterovirus tristezaeCitros
Grupo
Vírus, família Closteroviridae
Culturas
Citros
Outros nomes
Tristeza
Sinônimo
Citrus tristeza virus (CTV)

Descrição e sintomas

Causa declínio e morte de laranjeiras enxertadas em laranja-azeda, além de caneluras no lenho e nanismo em copas sensíveis, como laranja 'Pera' e lima ácida 'Galego'. É transmitido por pulgões e por material de propagação.

Manejo

Porta-enxertos tolerantes (como o limoeiro 'Cravo'), mudas certificadas e pré-imunização de copas sensíveis com estirpes fracas. O controle do pulgão-vetor, Aphis citricidus (syn. Toxoptera citricida), não impede a transmissão.

Origem e ocorrência

Provavelmente originário do Sudeste Asiático, chegou à América do Sul por material vegetal infectado. No Brasil, a partir de 1937, matou cerca de 10 milhões de laranjeiras enxertadas em laranja-azeda.

DoençaQuarentenária A2

Vassoura-de-bruxa-da-mandioca

Rhizoctonia theobromaeMandioca
Grupo
Fungo, família Ceratobasidiaceae
Culturas
Mandioca
Sinônimos
Ceratobasidium theobromae, Oncobasidium theobromae
No Brasil
Praga quarentenária presente (lista A2, IN SDA/MAPA 38/2018): ocorre em área restrita, sob controle oficial.

Descrição e sintomas

Causa brotações laterais finas e secas ('vassouras'), encurtamento dos entrenós, clorose, nanismo, escurecimento vascular e morte descendente da planta, da ponta para a base.

Manejo

Não há cultivares resistentes. Usar manivas sadias de origem conhecida, não transportar material propagativo de áreas com ocorrência, desinfestar ferramentas e comunicar suspeitas ao órgão estadual de defesa agropecuária.

Origem e ocorrência

Praga quarentenária presente sob controle oficial do MAPA, detectada em 2023 no Oiapoque (AP) e depois confirmada no norte do Pará. A mesma espécie causa uma doença vascular do cacaueiro na Ásia.

Basidiocarpo rosado de Moniliophthora perniciosa sobre ramo seco de cacaueiroDoença

Vassoura-de-bruxa-do-cacaueiro

Moniliophthora perniciosaCacau
Grupo
Fungo, família Marasmiaceae
Culturas
Cacau
Outros nomes
Vassoura-de-bruxa
Sinônimo
Crinipellis perniciosa

Descrição e sintomas

Causa hipertrofia e brotações anormais ('vassouras') em ramos, flores e frutos do cacaueiro, reduzindo drasticamente a produção.

Manejo

Poda fitossanitária regular, remoção de vassouras e frutos doentes, clones resistentes ou tolerantes, fungicidas cúpricos e controle biológico com Trichoderma stromaticum.

Origem e ocorrência

Originária da bacia amazônica, devastou a produção de cacau na Bahia a partir de 1989.

Leia também: Trichoderma e Bacillus: o que esperar do controle biológico

Foto: USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Doença

Vira-cabeça-do-tomateiro

Orthotospovirus tomatomaculaeTomate, pimentão, batata, folhosas
Grupo
Vírus, família Tospoviridae
Culturas
Tomate, pimentão, batata, folhosas
Outros nomes
Vira-cabeça e Tospovirose
Sinônimos
Tomato spotted wilt virus (TSWV), Tomato spotted wilt orthotospovirus

Descrição e sintomas

Causa bronzeamento e curvatura do ponteiro, manchas em anéis concêntricos em folhas e frutos e nanismo; transmitido por tripes (Frankliniella schultzei, F. occidentalis). No Brasil, o vira-cabeça é causado por um complexo de tospovírus (TSWV, GRSV, TCSV), com predomínio do GRSV.

Manejo

Controle do vetor (tripes), eliminação de plantas infectadas e de plantas daninhas hospedeiras, mudas sadias produzidas em ambiente protegido e cultivares com resistência genética (gene Sw-5).

Origem e ocorrência

Vírus de distribuição global, com mais de mil espécies de plantas hospedeiras conhecidas.

Ramos de Indigofera hirsuta com flores avermelhadas e espigas pilosas em solo arenosoPlanta daninha

Anileira

Indigofera hirsutaCitros, frutíferas em geral, soja, milho, cana-de-açúcar, pastagens
Grupo
Folha larga, família Fabaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Citros, frutíferas em geral, soja, milho, cana-de-açúcar, pastagens
Outros nomes
Anileira-do-pasto, Anil e Anil-roxo

Descrição

Leguminosa herbácea a subarbustiva, subprostrada, de caules com pelos ferrugíneos, frequente em pomares, beiras de estrada, terrenos baldios, pastagens e lavouras anuais. O gado a rejeita verde, mas a consome como feno.

Manejo

Manejo de pastagens para evitar degradação, controle mecânico antes da produção de sementes, herbicidas registrados para a cultura.

Origem e ocorrência

Nativa de quase todos os trópicos, inclusive do Brasil, onde é frequente em áreas de solo pobre; também é usada como adubo verde.

Foto: Alex Popovkin, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Ramo de apaga-fogo com glomérulos brancos e uma borboleta pousadaPlanta daninha

Apaga-fogo

Alternanthera tenellaSoja, milho, café, algodão, cana-de-açúcar, pastagens
Grupo
Folha larga, família Amaranthaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Soja, milho, café, algodão, cana-de-açúcar, pastagens
Outros nomes
Periquito, Sempre-viva e Corrente

Descrição

Planta de crescimento prostrado a ascendente, com flores pequenas brancas, que enraíza nos nós e forma densos tapetes, competindo com lavouras anuais e perenes, hortaliças e pastagens.

Manejo

Controle mecânico no início da infestação, herbicidas pós-emergentes seletivos aplicados em plantas jovens, rotação de mecanismos de ação.

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul, comum em hortas e lavouras de regiões tropicais úmidas.

Foto: J.M.Garg, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Plantas de Portulaca oleracea de caule avermelhado e folhas carnosas sobre o soloPlanta daninha

Beldroega

Portulaca oleraceaHortaliças em geral, feijão, milho, soja, café
Grupo
Folha larga, família Portulacaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Hortaliças em geral, feijão, milho, soja, café
Outros nomes
Bredo-de-porco e Caaponga

Descrição

Planta suculenta de crescimento prostrado e ciclo curto, com alta produção de sementes pequenas e dormência prolongada no solo.

Manejo

Controle mecânico em estádios iniciais, herbicidas pós-emergentes em hortaliças, cobertura morta do solo.

Origem e ocorrência

De origem incerta (possivelmente Eurásia), hoje cosmopolita, presente em todos os continentes habitados.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: AnRo0002, CC0, via Wikimedia Commons.

Buva com capítulos em fruto de pluma branca e folhas estreitas acinzentadasPlanta daninha

Buva

Conyza bonariensisSoja, milho, trigo, algodão, café, citros
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, trigo, algodão, café, citros
Outros nomes
Voadeira, Rabo-de-foguete e Enxota
Sinônimo
Erigeron bonariensis

Descrição

Planta anual de inverno com sementes em pluma que se dispersam facilmente pelo vento; comum em sistemas de plantio direto. O nome buva abrange também Conyza sumatrensis e C. canadensis, com populações resistentes a herbicidas.

Manejo

Dessecação em estádios iniciais (até 10 cm), herbicidas em mistura com diferentes mecanismos de ação, cobertura de solo com plantas de cobertura.

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul, tornou-se praga global em sistemas agrícolas de plantio direto.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Josep Gesti, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Panícula sedosa de capim-amargoso (Digitaria insularis) em campoPlanta daninha

Capim-amargoso

Digitaria insularisSoja, milho, algodão, café, citros
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Soja, milho, algodão, café, citros
Outros nomes
Capim-açu e Capim-flecha

Descrição

Gramínea perene que se propaga por sementes leves dispersas pelo vento e por rizomas curtos; forma touceiras competitivas em lavouras de soja, milho e algodão.

Manejo

Controlar plantas jovens, antes da formação de rizomas; em touceiras perenizadas, dessecação antecipada com aplicações sequenciais. Rotacionar mecanismos de ação, pois há populações resistentes ao glifosato e a inibidores da ACCase.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, tornou-se uma das principais daninhas resistentes ao glifosato no Brasil.

Foto: Krzysztof Ziarnek, Kenraiz, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Planta daninha

Capim-annoni

Eragrostis planaPastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens
Outros nomes
Capim-annoni-2

Descrição

Gramínea perene extremamente agressiva que forma touceiras densas e impede a regeneração da vegetação nativa em pastagens.

Manejo

Método Mirapasto (Embrapa): controle seletivo das touceiras com herbicida sistêmico (enxada química ou equipamento Campo Limpo), correção da fertilidade, introdução de forrageiras e ajuste da carga animal. Evitar levar sementes por animais e máquinas.

Origem e ocorrência

Originária da África do Sul, chegou ao RS nos anos 1950, provavelmente como contaminante de sementes importadas, e foi multiplicada e vendida como forrageira; hoje é a pior invasora dos campos naturais do Sul.

Panícula de Echinochloa crus-galli com espiguetas aristadas arroxeadasPlanta daninha

Capim-arroz

Echinochloa crus-galliArroz, soja, milho, feijão
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Arroz, soja, milho, feijão
Outros nomes
Capituva, Jervão e Barbudinho

Descrição

Gramínea anual que se assemelha morfologicamente ao arroz cultivado, sendo uma das principais daninhas de lavouras orizícolas inundadas. No Sul do Brasil há populações resistentes ao quincloraque e a inibidores da ALS.

Manejo

Herbicidas seletivos pré e pós-emergentes com rotação de mecanismos de ação, manejo da lâmina de água em arroz irrigado, rotação de culturas.

Origem e ocorrência

Originária da Eurásia, hoje uma das gramíneas daninhas mais distribuídas em arrozais de todo o mundo.

Foto: AnRo0002, CC0, via Wikimedia Commons.

Panícula aristada de Aristida adscensionis no campoPlanta daninha

Capim-barba-de-bode

Aristida spp.Pastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Pastagens
Outros nomes
Barba-de-bode

Descrição

Gramíneas de touceira, de baixo valor forrageiro e rejeitadas pelo gado, com sementes de aristas pontiagudas que ferem os animais e aderem à lã e aos pelos. Dominam pastagens degradadas de solos pobres.

Manejo

Correção e adubação do solo e ajuste da lotação para favorecer as forrageiras, roçadas antes da formação de sementes, controle em áreas de pousio.

Origem e ocorrência

Gênero de ampla distribuição em regiões quentes e secas do mundo, com várias espécies nativas do Brasil, como Aristida pallens e Aristida jubata.

Foto: Patrick Alexander, CC0, via Wikimedia Commons.

Inflorescência de Urochloa decumbens com racemos contra o céu azulPlanta daninha

Capim-braquiária

Urochloa eminiiSoja, milho, cana-de-açúcar, café, citros, eucalipto
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Soja, milho, cana-de-açúcar, café, citros, eucalipto
Outros nomes
Braquiária, Braquiária-decumbens, Braquiarinha e Capim-braquiarinha
Sinônimos
Urochloa decumbens, Brachiaria decumbens

Descrição

Forrageira perene que, quando presente em lavouras de grãos após reforma de pastagens, compete vigorosamente devido ao seu sistema radicular agressivo e rebrota.

Manejo

Dessecação em pré-plantio com herbicidas sistêmicos, rotação de culturas, manejo de período de pousio.

Origem e ocorrência

Originária da África, amplamente cultivada como forrageira no Brasil, tornando-se daninha quando há infestação em lavouras.

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Espiga de Cenchrus echinatus com carrapichos espinhosos avermelhadosPlanta daninha

Capim-carrapicho

Cenchrus echinatusSoja, milho, algodão, amendoim, feijão, pastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, amendoim, feijão, pastagens
Outros nomes
Timbete, Capim-amoroso e Carrapicho

Descrição

Gramínea anual cujas espiguetas ficam presas em invólucros espinhosos (carrapichos) que se aderem a roupas, pelos de animais e pneus, facilitando sua dispersão. É quarentenária para a China, o que exige grãos de exportação livres dos carrapichos.

Manejo

Controle em pré-emergência, roçadas antes da formação de sementes, manejo de bordaduras e áreas de pastagem.

Origem e ocorrência

Originária das Américas tropicais (do sul dos EUA à Argentina), é amplamente disseminada no Brasil, em lavouras, pastagens degradadas e beiras de estradas.

Foto: Tiago Lubiana, CC0, via Wikimedia Commons.

Racemos digitados da inflorescência do capim-colchãoPlanta daninha

Capim-colchão (Digitaria ciliaris)

Digitaria ciliarisSoja, milho, algodão, feijão
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, feijão
Outros nomes
Milhã e Capim-milhã

Descrição

Gramínea anual de fácil dispersão por sementes, que enraíza nos nós e forma reboleiras, frequente em lavouras de soja, milho e algodão. Há biótipos resistentes aos inibidores da ACCase no Brasil desde 2002.

Manejo

Herbicidas em pré-emergência, rotação de mecanismos de ação devido a relatos de resistência a graminicidas inibidores da ACCase, manejo de cobertura do solo.

Origem e ocorrência

Originária da África e da Ásia, naturalizada no Brasil e hoje de distribuição pantropical, presente em praticamente todas as regiões agrícolas tropicais e subtropicais.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Osahiro Nishihata, CC0, via Wikimedia Commons.

Planta daninha

Capim-colchão (Digitaria horizontalis)

Digitaria horizontalisSoja, milho, algodão, feijão, cana-de-açúcar, hortaliças em geral
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, feijão, cana-de-açúcar, hortaliças em geral
Outros nomes
Milhã e Capim-de-roça

Descrição

Gramínea anual de crescimento prostrado que forma esteiras densas no solo, competindo fortemente com culturas em fase inicial.

Manejo

Herbicidas graminicidas seletivos, manejo de cobertura do solo, controle em pré-emergência.

Origem e ocorrência

Nativa das regiões tropicais e subtropicais das Américas e do oeste da África, distribuída amplamente em lavouras de grãos do Brasil.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Touceira de capim-colonião com panículas abertas à beira de caminhoPlanta daninha

Capim-colonião

Megathyrsus maximusCana-de-açúcar, citros, café, eucalipto
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Cana-de-açúcar, citros, café, eucalipto
Outros nomes
Capim-guiné e Colonião
Sinônimos
Panicum maximum, Urochloa maxima

Descrição

Gramínea perene cespitosa de grande porte que, quando escapa de áreas de pastagem, forma densas infestações. É uma das daninhas mais frequentes da cana-de-açúcar.

Manejo

Roçadas frequentes, herbicidas sistêmicos em pré-plantio, manejo de áreas de transição entre pastagem e lavoura.

Origem e ocorrência

Originária da África, introduzida nas Américas como forrageira de alto valor, tornando-se invasora em algumas regiões.

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Planta daninha

Capim-custódio

Cenchrus setosusMandioca, algodão, milho, sorgo, mamona, pastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Mandioca, algodão, milho, sorgo, mamona, pastagens
Outros nomes
Capim-oferecido, Capim-avião e Capim-mandante
Sinônimos
Pennisetum setosum, Pennisetum polystachion subsp. setosum

Descrição

Gramínea perene robusta de inflorescência cilíndrica densa e cerdosa, forma touceiras grandes em lavouras anuais e perenes, pastagens e beiras de estradas. Suas sementes podem contaminar lotes de sementes de braquiária.

Manejo

Roçadas mecânicas regulares, controle químico sistêmico em infestações densas, manejo de bordaduras de áreas de cultivo e uso de sementes de forrageiras sem contaminação.

Origem e ocorrência

De origem controversa: a lista da Kew a considera nativa da África e da Ásia tropicais e introduzida nas Américas. No Brasil é comum em pastagens, lavouras e beiras de estradas.

Inflorescência de capim-das-roças com racemos pendentes contra o céuPlanta daninha

Capim-das-roças

Paspalum urvilleiPastagens, arroz, frutíferas em geral, cana-de-açúcar
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens, arroz, frutíferas em geral, cana-de-açúcar
Outros nomes
Capim-da-roça, Capim-das-estradas, Milhã-grande e Paspalhão

Descrição

Gramínea perene de até 2 m que forma touceiras competitivas em pastagens, pomares, arrozais e bordas de lavouras, com alta produção de sementes. Prefere solos úmidos e vegeta no período quente do ano.

Manejo

Roçadas regulares antes da formação de sementes, herbicidas registrados para a cultura, manejo de pastejo rotacionado. Touceiras estabelecidas são de difícil controle.

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul, introduzida na América do Norte e em outras regiões quentes.

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Inflorescência digitada do capim-de-rhodes em campoPlanta daninha

Capim-de-rhodes

Chloris gayanaSoja, algodão, feijão, citros, café
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Soja, algodão, feijão, citros, café
Outros nomes
Capim-rhodes

Descrição

Gramínea perene introduzida como forrageira, que se espalha por sementes e por estolões e forma touceiras densas. Fora das áreas de pastagem pode se comportar como invasora em áreas perturbadas e lavouras vizinhas.

Manejo

Roçadas e controle mecânico, herbicidas sistêmicos em pré-plantio, manejo de rotação pastagem-lavoura.

Origem e ocorrência

Originária da África, introduzida em diversos países tropicais como forrageira de alta produtividade.

Foto: Juan Carlos Fonseca Mata, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Touceira de Melinis repens com panículas rosadas em terreno secoPlanta daninha

Capim-favorito

Melinis repensPastagens, cana-de-açúcar, café, citros
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Pastagens, cana-de-açúcar, café, citros
Outros nomes
Capim-gafanhoto, Capim-natal e Capim-rosado
Sinônimos
Rhynchelytrum repens, Rhynchelytrum roseum

Descrição

Gramínea anual ou perene de vida curta, de inflorescências rosadas plumosas, comum em beiras de estradas e áreas degradadas, com alta produção de sementes leves.

Manejo

Roçadas regulares, manejo de áreas de pousio, controle de bordaduras de lavouras.

Origem e ocorrência

Originária do sul da África, introduzida no Brasil por volta de 1930 e hoje naturalizada em todo o país.

Foto: Patrick Alexander, CC0, via Wikimedia Commons.

Ramo de capim-marmelada com folhas largas e inflorescência em racemosPlanta daninha

Capim-marmelada

Urochloa plantagineaSoja, milho, feijão, trigo
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, feijão, trigo
Outros nomes
Capim-papuã, Papuã e Capim-são-paulo
Sinônimo
Brachiaria plantaginea

Descrição

Gramínea anual de folhas largas e crescimento rápido que compete fortemente com culturas de verão, sobretudo na fase inicial de desenvolvimento e em altas densidades. No Sul há biótipos resistentes a herbicidas inibidores da ACCase.

Manejo

Herbicidas em pré e pós-emergência, cobertura morta espessa no plantio direto, rotação de culturas e controle nas bordaduras.

Origem e ocorrência

Originária da África, naturalizada nas Américas e hoje amplamente disseminada em lavouras de grãos do Brasil.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Forest e Kim Starr, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Touceira de Sorghum halepense com panículas arroxeadas contra o céuPlanta daninha

Capim-massambará

Sorghum halepenseSoja, milho, trigo, cana-de-açúcar, sorgo
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, sorgo
Outros nomes
Sorgo-de-alepo, Capim-argentino e Capim-cevada

Descrição

Gramínea perene de propagação por rizomas e sementes, forma densas infestações que competem fortemente com culturas anuais. É quarentenária para a China, o que exige grãos de exportação livres de suas sementes.

Manejo

Herbicidas sistêmicos translocados para rizomas, controle mecânico repetido, rotação com culturas competitivas, limpeza de máquinas e uso de sementes livres de contaminação.

Origem e ocorrência

Originária da região mediterrânea, do Oriente Médio e do sul da Ásia, está entre as dez piores daninhas do mundo (Holm et al., 1977). No Brasil, chegou com sementes da Argentina e ocorre em focos no RS, PR, SP e MS.

Foto: Daniel Villafruela, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Planta daninha

Capim-navalha

Paspalum virgatumPastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens

Descrição

Gramínea perene de folhas cortantes que forma touceiras robustas em pastagens degradadas e áreas de baixada úmida.

Manejo

Roçadas mecânicas, manejo de drenagem em áreas encharcadas, herbicidas sistêmicos em infestações severas.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas tropicais, comum em pastagens de regiões de clima quente e úmido.

Touceira de Eleusine indica com inflorescências digitadas contra o céu azulPlanta daninha

Capim-pé-de-galinha

Eleusine indicaSoja, milho, algodão, feijão, café, hortaliças em geral
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, feijão, café, hortaliças em geral
Outros nomes
Capim-da-cidade e Capim-criador

Descrição

Gramínea anual que forma touceiras com inflorescências digitadas características. No Brasil há populações resistentes a inibidores da ACCase (desde 2003), ao glifosato (desde 2016) e com resistência múltipla aos dois.

Manejo

Controle em pré-emergência e de plantas antes do perfilhamento, rotação de mecanismos de ação, manejo de plantio direto com cobertura morta.

Origem e ocorrência

Originária das regiões tropicais e subtropicais do Velho Mundo (África e Ásia), hoje uma das gramíneas daninhas mais disseminadas em regiões tropicais e subtropicais.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Touceira de capim-rabo-de-burro com inflorescências plumosasPlanta daninha

Capim-rabo-de-burro

Andropogon bicornisPastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens
Outros nomes
Capim-vassoura, Capim-peba e Capim-de-bezerro

Descrição

Gramínea perene de inflorescência plumosa característica, forma densas touceiras em pastagens degradadas de solos ácidos.

Manejo

Controle mecânico, correção de acidez do solo (calagem) para favorecer espécies forrageiras desejáveis, manejo de pastejo.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, do México à Argentina, ocorre em todos os biomas brasileiros e é indicadora de solos de baixa fertilidade.

Foto: Dick Culbert, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Touceira de Setaria parviflora com inflorescências cilíndricas em solo de cascalhoPlanta daninha

Capim-rabo-de-raposa

Setaria parvifloraSoja, milho, algodão, cana-de-açúcar, pastagens
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, pastagens
Outros nomes
Capim-rabo-de-gato, Rabo-de-quati e Bambuzinho
Sinônimo
Setaria geniculata

Descrição

Gramínea perene com rizomas curtos e inflorescência cilíndrica em espiga cerdosa, frequente em lavouras de soja, milho e algodão, em canaviais e pastagens, com sementes de germinação escalonada.

Manejo

Herbicidas graminicidas em pós-emergência, rotação de mecanismos de ação, manejo de cobertura do solo. Plantas estabelecidas rebrotam dos rizomas, por isso o controle deve ser feito no início da infestação.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, amplamente distribuída em todo o território brasileiro.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Caruru com inflorescências verdes ramificadas e caules avermelhadosPlanta daninha

Caruru

Amaranthus spp.Soja, milho, algodão, feijão, hortaliças em geral, café
Grupo
Folha larga, família Amaranthaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, feijão, hortaliças em geral, café
Outros nomes
Bredo

Descrição

Gênero de plantas de crescimento rápido e alta produção de sementes. No Brasil destacam-se A. hybridus, A. viridis, A. retroflexus e A. spinosus; há populações resistentes ao glifosato e a inibidores da ALS.

Manejo

Rotação de mecanismos de ação, controle em estádios iniciais, uso de coberturas vegetais para suprimir a germinação. Suspeita de A. palmeri (praga quarentenária presente) deve ser comunicada ao órgão estadual de defesa agropecuária.

Origem e ocorrência

Diversas espécies nativas das Américas, com algumas se tornando daninhas problemáticas globalmente.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Gilbasolutions, CC0, via Wikimedia Commons.

Planta daninha

Corda-de-viola

Ipomoea spp.Soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão
Grupo
Folha larga, família Convolvulaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão
Outros nomes
Corriola, Campainha e Jitirana

Descrição

Trepadeira de crescimento vigoroso que se enrola em plantas cultivadas, dificultando a colheita mecanizada e competindo por luz. Várias espécies ocorrem no Brasil e muitas toleram o glifosato, conforme o tamanho da planta e a dose.

Manejo

Herbicidas pós-emergentes específicos, controle antes do estádio de enovelamento, manejo de sementes no solo.

Origem e ocorrência

Diversas espécies nativas das Américas tropicais, comuns em lavouras de soja e algodão.

Dente-de-leão em roseta com folhas recortadas e flores amarelas no soloPlanta daninha

Dente-de-leão

Taraxacum officinaleTrigo, maçã, frutíferas em geral, pastagens, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Perene
Culturas
Trigo, maçã, frutíferas em geral, pastagens, hortaliças em geral
Outros nomes
Taráxaco

Descrição

Planta perene de raiz pivotante profunda e folhas em roseta, com sementes dispersas pelo vento em estruturas plumosas. No Sul e Sudeste infesta gramados, pomares, hortas, pastagens e lavouras de inverno.

Manejo

Controle mecânico com remoção da raiz, herbicidas seletivos em gramados, manejo de cobertura vegetal densa.

Origem e ocorrência

Originária da Eurásia, hoje cosmopolita, presente em quase todas as regiões temperadas do mundo.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Famartin, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Erva-de-santa-luzia com folhas opostas e glomérulos de flores entre pedrasPlanta daninha

Erva-de-santa-luzia

Euphorbia hirtaSoja, milho, café, citros, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Euphorbiaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, café, citros, hortaliças em geral
Sinônimo
Chamaesyce hirta

Descrição

Planta anual de látex leitoso e crescimento prostrado a semiereto, comum em calçadas, jardins e bordas de lavouras, com alta produção de sementes pequenas. É também hospedeira de nematoides.

Manejo

Controle mecânico em estádios iniciais, herbicidas seletivos pós-emergentes, cobertura do solo com plantas de cobertura.

Origem e ocorrência

Originária da América tropical, hoje distribuída em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Juan Carlos Fonseca Mata, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Capítulo de Tridax procumbens com lígulas brancas e centro amarelo entre folhasPlanta daninha

Erva-de-touro

Tridax procumbensPastagens, frutíferas em geral, café, soja, algodão, cana-de-açúcar
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Pastagens, frutíferas em geral, café, soja, algodão, cana-de-açúcar

Descrição

Planta rasteira de fácil enraizamento nos nós, comum em pomares e pastagens e em expansão em lavouras anuais do Cerrado, com flores que produzem aquênios de papilho plumoso dispersos pelo vento.

Manejo

Controle mecânico (capina/roçada), herbicidas seletivos em pastagens e, nas lavouras, aplicação em plantas jovens associando outro mecanismo de ação ao glifosato, que a espécie tolera; manejo de cobertura vegetal.

Origem e ocorrência

Originária da América tropical, hoje amplamente distribuída em regiões tropicais de todo o mundo.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Wibowo Djatmiko (Wie146), CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Ramo de Spermacoce latifolia com folhas largas e flor lilás na axilaPlanta daninha

Erva-quente

*Borreria latifolia*Soja, algodão, milho, café
Grupo
Folha larga, família Rubiaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, algodão, milho, café
Outros nomes
Erva-de-lagarto e Poaia-do-campo
Sinônimos
Borreria latifolia, Spermacoce latifolia

Descrição

Planta herbácea de crescimento ereto comum em lavouras de soja e algodão, com flores pequenas brancas a lilases. Tolera o glifosato, sobretudo em estádios avançados.

Manejo

Herbicidas pós-emergentes seletivos aplicados em plantas jovens, associando outros mecanismos de ação ao glifosato; controle mecânico em estádios iniciais, rotação de culturas.

Origem e ocorrência

Nativa da América tropical, frequente em lavouras de grãos do Cerrado brasileiro.

Foto: Dinesh Valke, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Capítulo de Emilia sonchifolia com flores tubulares róseo-lilasesPlanta daninha

Falsa-serralha

Emilia sonchifoliaHortaliças em geral, café, citros, soja
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Hortaliças em geral, café, citros, soja
Outros nomes
Serralhinha, Bela-emília e Pincel

Descrição

Planta anual de flores tubulares róseo-lilases, comum em hortas, pomares e lavouras, com sementes dispersas pelo vento como o dente-de-leão. Costuma ser confundida com Emilia fosbergii, de flores vermelhas, também chamada falsa-serralha.

Manejo

Controle mecânico antes da floração, herbicidas seletivos registrados para a cultura, manejo de cobertura do solo.

Origem e ocorrência

Originária das regiões tropicais da Ásia e da África, naturalizada amplamente nas Américas.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Pieter Pelser, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Grama-seda com inflorescências digitadas sobre o gramadoPlanta daninha

Grama-seda

Cynodon dactylonCana-de-açúcar, citros, uva, maracujá, café
Grupo
Gramínea, família Poaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Cana-de-açúcar, citros, uva, maracujá, café
Outros nomes
Capim-de-burro, Grama-bermuda, Capim-bermuda e Grama-paulista

Descrição

Gramínea perene que se propaga por sementes, estolões e rizomas, de difícil controle em lavouras anuais e perenes e em pomares. Rizomas fragmentados por grades e arados são levados a novas áreas pelas máquinas.

Manejo

Dessecação antecipada com herbicidas sistêmicos, limpeza de máquinas e implementos para não espalhar rizomas, rotação com culturas de cobertura competitivas.

Origem e ocorrência

Originária da África e Ásia, amplamente distribuída como gramínea de pastagem e grama ornamental.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Robert Flogaus-Faust, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.

Flor amarelo-clara e folhas serrilhadas de Sida rhombifoliaPlanta daninha

Guanxuma

Sida spp.Soja, milho, algodão, pastagens, café, feijão
Grupo
Folha larga, família Malvaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Soja, milho, algodão, pastagens, café, feijão
Outros nomes
Mata-pasto, Relógio e Vassourinha

Descrição

Subarbusto de caule fibroso que pode interferir na colheita mecanizada, com sementes de longevidade elevada no solo. A espécie mais comum é S. rhombifolia; plantas desenvolvidas toleram o glifosato.

Manejo

Controle em estádios iniciais com herbicidas hormonais, rotação de culturas, manejo de bordaduras.

Origem e ocorrência

Diversas espécies nativas das Américas, comuns em pastagens e lavouras de grãos.

Foto: DanielCD, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Flor branca de jitirana em close no CerradoPlanta daninha

Jitirana

Distimake cissoidesSoja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão
Grupo
Folha larga, família Convolvulaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, feijão
Outros nomes
Corda-de-viola, Jetirana e Campainha
Sinônimo
Merremia cissoides

Descrição

Trepadeira vigorosa semelhante às cordas-de-viola (Ipomoea spp.), de folhas compostas, que se enrola em plantas cultivadas e estruturas, dificultando a colheita mecanizada.

Manejo

Herbicidas pós-emergentes específicos para trepadeiras, controle antes do enovelamento, manejo de bordaduras.

Origem e ocorrência

Nativa da América tropical, do México à América do Sul, comum em lavouras de grãos e áreas de pousio no Brasil.

Foto: João Medeiros, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Joá-de-capote com flor lilás e frutos envoltos pelo cálice infladoPlanta daninha

Joá-de-capote

Nicandra physalodesSoja, milho, feijão, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Solanaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, feijão, hortaliças em geral
Outros nomes
Juá-de-capote, Bexiga e Balão

Descrição

Planta anual com frutos envoltos por um cálice característico, considerada hospedeira de pragas e patógenos de solanáceas cultivadas e de nematoides de galhas (Meloidogyne spp.).

Manejo

Controle mecânico antes da frutificação, eliminação de plantas próximas a lavouras de solanáceas, herbicidas seletivos registrados para a cultura.

Origem e ocorrência

Nativa da América do Sul (região andina), naturalizada em diversas regiões agrícolas do mundo.

Foto: AnRo0002, CC0, via Wikimedia Commons.

Planta de Euphorbia heterophylla com folhas ovais e ciátios verdes no ápicePlanta daninha

Leiteiro

Euphorbia heterophyllaSoja, milho, feijão, algodão
Grupo
Folha larga, família Euphorbiaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, feijão, algodão
Outros nomes
Amendoim-bravo, Café-do-diabo e Flor-de-poetas

Descrição

Planta de látex leitoso que compete fortemente com a soja. No Brasil há populações resistentes a inibidores da ALS (desde 1993), com resistência múltipla ALS e PROTOX (2004) e resistentes ao glifosato (2019).

Manejo

Herbicidas em pré-emergência, rotação de mecanismos de ação, manejo integrado com rotação de culturas e cobertura do solo.

Origem e ocorrência

Nativa das regiões tropicais e subtropicais das Américas, é uma das principais daninhas da soja brasileira.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: Kwameghana (Bright Kwame Ayisi), CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Planta de Parthenium hysterophorus com folhas recortadas e pequenas flores brancasPlanta daninha

Losna-branca

Parthenium hysterophorusPastagens, café, uva, banana
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Pastagens, café, uva, banana
Outros nomes
Fazendeiro e Coentro-do-mato

Descrição

Planta invasora de crescimento agressivo que libera substâncias alelopáticas no solo, além de causar dermatites alérgicas em humanos.

Manejo

Controle precoce antes da floração (evitar contato direto), herbicidas seletivos, monitoramento de áreas de entrada.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, com centro de origem no nordeste do México; no Brasil é exótica e naturalizada, mais comum em SP e PR. Tornou-se invasora severa na África, Ásia e Austrália e é considerada uma das piores invasoras do mundo.

Foto: Ethel Aardvark, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

Folhagem recortada da losna-brava em touceira densaPlanta daninha

Losna-brava

Artemisia verlotiorumFrutíferas em geral, várias culturas
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Perene
Culturas
Frutíferas em geral, várias culturas
Outros nomes
Losna e Artemísia
Sinônimo
Artemisia verlotorum

Descrição

Planta aromática perene de propagação por rizomas, forma colônias densas em margens de cultivos e terrenos abandonados.

Manejo

Controle mecânico repetido para esgotar rizomas, herbicidas sistêmicos translocados, manejo de bordaduras.

Origem e ocorrência

Originária da China e da região do Himalaia, naturalizada na Europa e nas Américas como invasora agressiva; no Brasil ocorre do Nordeste ao Sul.

Foto: Alice Chodura, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Plantas floridas de Senecio brasiliensis espalhadas em pastagem no Rio Grande do SulPlanta daninha

Maria-mole

Senecio brasiliensisPastagens
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens
Outros nomes
Flor-das-almas, Flor-de-finados e Vassoura-mole

Descrição

Planta tóxica para o gado, contém alcaloides pirrolizidínicos que causam intoxicação hepática crônica (seneciose) em bovinos que a ingerem.

Manejo

Controle mecânico antes da floração, pastejo com ovinos (mais resistentes aos alcaloides), manejo de pastagens para evitar superpastejo e exclusão de bovinos das áreas infestadas.

Origem e ocorrência

Nativa do Brasil, importante causa de perdas econômicas na pecuária do Sul do país devido à toxicidade.

Foto: Valerio Pillar, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Maria-pretinha com flores brancas e frutos verdes contra o céuPlanta daninha

Maria-pretinha

Solanum americanumTomate, batata, pimentão, soja, feijão, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Solanaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Tomate, batata, pimentão, soja, feijão, hortaliças em geral
Outros nomes
Erva-moura, Maria-preta e Pimenta-de-galinha

Descrição

Planta herbácea com frutos pretos arredondados, hospedeira de pragas e patógenos de solanáceas cultivadas como tomate e batata.

Manejo

Eliminação de plantas próximas a lavouras de solanáceas, controle mecânico antes da frutificação, herbicidas seletivos.

Origem e ocorrência

Nativa das Américas, distribuída amplamente em regiões tropicais e subtropicais de cultivo de hortaliças.

Foto: Harry Rose, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Mentrasto com capítulos lilás e folhas serrilhadasPlanta daninha

Mentrasto

Ageratum conyzoidesHortaliças em geral, tomate, café, citros, soja
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Hortaliças em geral, tomate, café, citros, soja
Outros nomes
Erva-de-são-joão e Catinga-de-bode

Descrição

Planta anual aromática de flores lilases, hospedeira de viroses que podem ser transmitidas a culturas comerciais por insetos vetores, como os begomovírus levados ao tomateiro pela mosca-branca (Bemisia tabaci).

Manejo

Controle mecânico antes da floração, eliminação de plantas próximas a viveiros e lavouras suscetíveis a viroses, herbicidas seletivos.

Origem e ocorrência

Originária da América tropical, hoje uma das plantas invasoras mais comuns em regiões tropicais de todo o mundo.

Foto: Minghong, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Picão-branco com capítulos amarelos de lígulas brancas e folhas serrilhadasPlanta daninha

Picão-branco

Galinsoga parvifloraHortaliças em geral, batata, feijão, milho
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Hortaliças em geral, batata, feijão, milho
Outros nomes
Fazendeiro, Botão-de-ouro e Erva-da-moda

Descrição

Planta anual de pequenas flores amarelas e brancas, comum em hortas, com ciclo de vida curto e múltiplas gerações por ano.

Manejo

Controle mecânico frequente, cobertura do solo com mulching, herbicidas seletivos em culturas tolerantes.

Origem e ocorrência

Originária da América do Sul, naturalizada em regiões temperadas da Europa e América do Norte como invasora de hortas.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: AnRo0002, CC0, via Wikimedia Commons.

Picão-preto crescendo entre pedras, com folhas recortadas e flor de pétalas brancasPlanta daninha

Picão-preto

Bidens pilosaSoja, milho, feijão, café, algodão, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Asteraceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, feijão, café, algodão, hortaliças em geral
Outros nomes
Picão, Pico-pico e Carrapicho-de-agulha

Descrição

Planta anual de ciclo curto que produz grande quantidade de aquênios com aristas que se aderem facilmente a roupas e pelos de animais. No Brasil há populações resistentes a inibidores da ALS desde 1993.

Manejo

Herbicidas pós-emergentes seletivos com rotação de mecanismos de ação, controle mecânico antes da frutificação, rotação de culturas.

Origem e ocorrência

Originária da América tropical, hoje amplamente distribuída em regiões agrícolas de todo o mundo.

Foto: Wiki Farazi, CC0, via Wikimedia Commons.

Flores brancas estreladas de Richardia brasiliensis entre folhas pilosasPlanta daninha

Poaia-branca

Richardia brasiliensisSoja, milho, café, citros, algodão, feijão
Grupo
Folha larga, família Rubiaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, café, citros, algodão, feijão
Outros nomes
Poaia e Poaia-do-campo

Descrição

Planta de crescimento prostrado e flores brancas, forma densos tapetes que competem com culturas de baixo porte e pastagens. Tolera o glifosato, sobretudo em estádios avançados.

Manejo

Controle em estádios iniciais, quando é mais sensível; associar ao glifosato herbicidas de outros mecanismos (hormonais em pós-emergência ou residuais em pré-emergência) e controle mecânico em plantas jovens.

Origem e ocorrência

Nativa do Brasil, amplamente distribuída em pastagens e lavouras de todo o país.

Foto: SAplants, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Haste de rubim com flores rosadas em verticilos e folhas estreitasPlanta daninha

Rubim

Leonurus japonicusSoja, milho, feijão, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Lamiaceae
Ciclo
Anual
Culturas
Soja, milho, feijão, hortaliças em geral
Outros nomes
Macaé, Erva-de-macaé, Chá-de-frade e Erva-das-lavadeiras
Sinônimos
Paraleonurus japonicus, Leonurus sibiricus

Descrição

Planta anual ou bienal de flores roxas em verticilos ao longo do caule, frequente em terrenos baldios e bordas de lavouras.

Manejo

Controle mecânico antes da floração, herbicidas seletivos, manejo de áreas de pousio.

Origem e ocorrência

Originária do leste e do sudeste da Ásia, naturalizada amplamente nas Américas como planta ruderal.

Foto: Zhangzhugang, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Touceira de tiririca com inflorescências marrom-avermelhadas em solo arenosoPlanta daninha

Tiririca

Cyperus rotundusCana-de-açúcar, hortaliças em geral, algodão, feijão, soja, milho
Grupo
Ciperácea, família Cyperaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Cana-de-açúcar, hortaliças em geral, algodão, feijão, soja, milho
Outros nomes
Tiririca-roxa e Tiririca-comum

Descrição

Planta perene de difícil controle, propaga-se por tubérculos no solo formando densas infestações que competem por água, luz e nutrientes.

Manejo

Controle cultural integrado (sombreamento rápido pela cultura, pois a planta não tolera sombra), herbicidas sistêmicos antes do florescimento e exaustão dos tubérculos por operações sucessivas de preparo do solo.

Origem e ocorrência

Considerada uma das plantas daninhas mais problemáticas do mundo, presente em mais de 90 países.

Foto: Javier Martin, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Flor azul de Commelina benghalensis com duas pétalas grandes e folhas ao fundoPlanta daninha

Trapoeraba

Commelina benghalensisSoja, milho, café, algodão, citros, feijão
Grupo
Folha larga, família Commelinaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Soja, milho, café, algodão, citros, feijão
Outros nomes
Trapoeiraba e Marianinha

Descrição

Planta suculenta de propagação vegetativa e por sementes, inclusive sementes formadas por flores subterrâneas; forma densos tapetes no solo e é tolerante a diversos herbicidas.

Manejo

Controle mecânico antes da frutificação, herbicidas específicos em pós-emergência sobre plantas jovens, manejo de restos da planta para evitar rebrota.

Origem e ocorrência

Originária da Ásia e da África tropicais, introduzida nas Américas, onde se tornou daninha de difícil manejo.

Foto: Herb Pilcher, USDA ARS, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Inflorescências brancas e folhas trifolioladas de Trifolium repensPlanta daninha

Trevo-branco

Trifolium repensPastagens, ornamentais, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Fabaceae
Ciclo
Perene
Culturas
Pastagens, ornamentais, hortaliças em geral
Outros nomes
Trevo

Descrição

Leguminosa rasteira que pode competir com culturas de baixo porte, embora também seja utilizada como planta de cobertura fixadora de nitrogênio.

Manejo

Manejo de dessecação antes do plantio quando usada como cobertura, herbicidas seletivos em gramados e pastagens quando indesejada.

Origem e ocorrência

Originária da Europa, introduzida globalmente como forrageira, naturalizada em regiões temperadas e subtropicais.

Leia também: Plantas de cobertura: o que elas fazem pelo solo

Foto: AnRo0002, CC0, via Wikimedia Commons.

Ramo de vassourinha-doce com flores brancas e folhas serrilhadasPlanta daninha

Vassourinha-doce

Scoparia dulcisPastagens, café, citros, hortaliças em geral
Grupo
Folha larga, família Plantaginaceae
Ciclo
Anual ou perene
Culturas
Pastagens, café, citros, hortaliças em geral
Outros nomes
Vassourinha e Tupiçaba

Descrição

Subarbusto de pequenas flores brancas, comum em áreas degradadas e bordas de lavouras, com sementes de fácil dispersão.

Manejo

Controle mecânico, herbicidas seletivos em pós-emergência, manejo de bordaduras e carreadores.

Origem e ocorrência

Nativa da América tropical, naturalizada amplamente em regiões tropicais do Velho Mundo.

Foto: Deepugn, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Antes de aplicar qualquer produto

As fichas resumem o que se sabe de cada problema e servem para reconhecer e estudar. Não são recomendação de controle. Produto químico só pode ser usado se estiver registrado para a cultura e para o alvo, o que se confere no Agrofit, do Ministério da Agricultura, e com receituário agronômico assinado por engenheiro agrônomo.

O manejo que funciona começa antes: monitoramento, rotação de culturas e de modos de ação, cultivar adaptada e solo corrigido. Planta bem nutrida tolera melhor o ataque, e é aí que o SoloLab ajuda.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre praga, doença e planta daninha?

No uso agronômico, praga é o animal que causa dano à lavoura, quase sempre inseto ou ácaro. Doença é causada por microrganismo: fungo, oomiceto, bactéria, vírus, fitoplasma ou nematoide. Planta daninha é a que nasce onde não foi semeada e disputa água, luz e nutrientes com a cultura. Na legislação fitossanitária, a palavra praga abrange as três.

O que é praga quarentenária?

É a praga de importância econômica que não ocorre no país (quarentenária ausente) ou que ocorre em área restrita, sob controle oficial (quarentenária presente). A lista é mantida pelo Ministério da Agricultura. Nas fichas, esses casos aparecem marcados.

Posso usar as fichas como recomendação de controle?

Não. As fichas servem para reconhecer o problema e entender as opções de manejo. O controle químico só pode ser feito com produto registrado para a cultura e para o alvo, consultado no Agrofit, e com receituário agronômico assinado por engenheiro agrônomo.